domingo, 3 de agosto de 2014

O somatório das heranças psicológicas


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E aí pintou essa coisa do veranico no inverno de Floripa, um desses insights sábios da natureza.

Já passava das 9h, estiquei o esqueleto e vamos vivenciar o domingo.

Fui na padoca, hoje dei sorte pois o pão estava quentinho. Não sei vocês, mas um café, com pão de trigo (mesmo que pão francês, pão de sal enfim nomes oriundos das nuances regionalistas) quentinho, manteiga e um queijinho, hoje rolou uma trançado com alho by Paraná, é tudo de bom. Alimentei as meninas (Frida e Amora) com banana e aí pensei em conferir a mar do Pântano do Sul, como a Lu estava empenhada nos estudos da herança psicológica pertinentes ao convívio familiar, que “influencia” a prole, acabei partindo sozinho.

Aliás é  bem interessante a pesquisa da Lu, pois “carregamos” mais de nossos pais do que pensamos, afinal ainda somos os mesmos, e ao decidirmos casar e ter filhos , a herança psicológica destes será o resultado do somatório das heranças psicológicas de mãe e pai  mixadas com as experiências existenciais próprias.

Bem, no caminho para o Pântano encontrei o meu brother Mago das Lentes e aí percebi que hoje, depois de algum tempo, haveria inspiração para escrever algo; é sempre bom encontrar o grande Milton com sua máquina de “captar emoções e momentos”.

Chegando no Pântano, fui dar um bom dia para o Atlântico Sul, o dia estava perfeito, 27 graus, uma brisa suave, uma marola para a galera do surf, para galera do jacaré, um bate bola na areia, um frescobol, as crianças brincando na areia, as meninas  tomando sol e tudo aquilo para quem não é do mar, não enjoar.

Passei alguns minutos olhando e ouvindo os belos acordes da natureza, algo tão magnífico e profundo quanto ouvir uma sinfonia, aí lembrei de um carinha que é zelador de um prédio no Campeche, certo dia batendo um papo ele me disse :
- na minha hora de almoço, sempre vou para o mar; às vezes pego umas ondas, outras fico quieto no meu cantinho de areia só ouvindo o mar, as ondas, o vento; o stress vai embora rapidinho.

O mar tem uma natureza harmônica que oscila entre a calma e a inquietação, entre a ternura e a aspereza, entre a alegria e a tristeza, enfim entre todas as heranças psicológicas, e próprias, que compõem nossa maneira de ser e de agir.

“A lua faceira recostou-se no mar,
hipnotizou-se pelas ondas inconstantes
e o brilho das águas,
e assim quis logo o mar, que lhe jurou noites de amor,
Mas sem amarras, o mar era liberto e nada lhe podia prometer !

A lua entristecida resolveu então,
só admirar as intrigantes e misteriosas
águas do mar ...
Entreter-se suas madrugadas com a melodioso som das águas,

E o mar não contentado 
tenta conquistar a lua romântica,
e enternecida de ilusões,
a mostrar-se numa exuberância,
chamando-a, e envolvendo com suas ondas insaciáveis...
Sem forças para resistir a lua pergunta : 
Para onde mar, queres chegar ? 

" Tu lua descobrirás o meu verdadeiro mundo, 
e saberás meu verdadeiro amar, 
e lá poderemos reinar ... "
BeatrizTrevisani


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