sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

O que eu te desejo.....

Está chegando o natal e a data na qual devemos comemorar o nascimento daquele que tentou nos explicar que tudo se resume em 03 palavras :
Dever, caridade e amor
“De repente você me veio em pensamento
Lembrei de seu sorriso, suas manias, seu jeito de ser
Ouvi seu sim e seu não
Lembrei do abraço dado
Lembrei de você, um tanto quanto emburrado/a
Lembrei de você sempre engraçado/a
Percebi que poucas vezes, durante este ano, nos falamos
Telefonemas, SMS, facebook, e-mail
Esses foram nossos virtuais e rápidos encontros
Naquele dia, solitário e saudoso, tomei um gole de nossa amizade
Eu mudei e você mudou
As crianças cresceram, outras nasceram
Meu AP virou casa, minha outra “casa” passou, virou sonho
Acordo com a sinfonia dos pássaros
Meu vizinho de porta mora em um ninho
Novos trabalhos, novos projetos, vida nova
Lembrei daquele dia em que nossas lágrimas disseram tudo
Eu aqui, você ali
Quem sabe nos encontraremos no lá
Agora além da Frida temos a Amora
Se puxar a mãe ficará literalmente “o bicho”
A Lu fez dieta, jura que é gatinha
Os Th continuam os caras, as vezes rola uma DF resultado de uma DR
Somos “italianos” no falar, mas você sabe, cachorro que late não morde
Os velinhos continuam por aqui, na boa e na juventude das oito décadas
Eu não consigo perder a barriga e a cada dia sinto uma dor nova
Coluna, perna, pescoço.....
Minha “Personal Pilates” disse que tem jeito, será?
Cara! Aquela coisa da idade do “Com Dor”, é sério...
Acho que estou ficando velho...
Brincadeiras a parte, Pilates é tudo de bom
O difícil é! Bem, deixa para lá
Terminando mais um ano
Fiz novas amizades, muito legal
Estou re aprendendo ensinando
E assim continuando
Sinto saudades de nossa conversa e da tua presença
Mas é isso, espiritualmente e quanticamente falando: “longe é um lugar que não existe”
Bem , te desejo um belo novo ano e tudo aquilo que a dimensão de nossa amizade alcança"

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A terceira ponte

Na sexta passada, após assistimos ao show do Nei Matogrosso, muito bom por sinal.
Pausa: Nei continua com a bela voz, acompanhado por excelentes músicos, cantou antigas canções com uma nova roupagem, ou melhor, um novo arranjo e sua performance foi, vamos chamar de, a lá secos&molhados com a maturidade natural do passar dos anos.
Continuando:
Após o show rumamos para o Lenha&Oliva, um lugar bem agradável no Córrego Grande. O bate papo foi bem legal e abordamos vários assuntos, todavia quando falamos sobre a qualidade de vida da ilha, nômades e nativos chegaram a seguinte conclusão: Temos que fechar a ponte!!??
Coincidência ou não, durante a semana a telinha anunciou o “brilhante” projeto do governo local para construção da terceira ponte. Hein ???
Vamos perguntar o óbvio: A ilha tem a pior mobilidade urbana de nosso belo e “mobiliário” país, então o governo vai melhorar a entrada e saída da ilha, mas no perímetro urbano nós vamos para onde no verão? Para o sul tem aquela coisa de transformar o Campeche na praia Brava, para o norte tem aquele tsunami de portenhos (sem nenhuma conotação maliciosa), no leste a rendeiras fica intransitável (Mole, Joaca, etc) e no oeste todo mundo vai para o tal Jurerê onde uma linha virtual separa o tupiniquim do internacional.
Será que é uma estratégia para transformar o Pântano do Sul em Balneário Camboriú? Podemos destruir a praia de Naufragados e construir uma ponte até a Pinheira. Que tal ?
Senhores políticos, o Brasil é uma demonstração universal de como a falta de planejamento da ocupação urbana destrói o belo, a mobilidade, a sustentabilidade etc.
Vamos repetir os erros cometidos na região dos Lagos no RJ?
Em 1989, fui passar o carnaval em Cabo Frio e na época estava inaugurando a Rio-Manilha, algo tipo melhorar o acesso às mais belas praias fluminenses, levei sete horas e meia para ir da ponte Rio - Niterói à praia do Peró.
Do jeito que anda a criatividade dos gestores públicos da bela Santa Catarina, o jeito será sair do mar e ir para Urubici, um lugar fantástico, é serra mais é tudo de bom.
Seja bem vindo à ilha, mas não esqueça de voltar para casa!!!!!Aliás na velocidade que se constrói e se destrói na ilha, não vamos precisar de 2012 para “afundar”.
Após cinco anos já sou manezinho.
Reflexões da semana:
Em Sampa os meninos da USP querem liberdade para queimar um baseado. Meu brother ainda precisamos de alguma ética permeada por direitos e deveres, ou não?

Romário fala de sua experiência no covil do quadradinho do Goiás. Meu Brother postura ética na política tem que ser regra e não exceção.

No RJ as autoridades fazem o maior bochicho, patrocinado pela mídia, para anunciar a prisão do tal do Nem. Não é função da polícia prender a galera do mau? O tal Nem vira celebridade e o dever vira heroísmo? Será o presságio do Cabral Junior rumo ao Planalto? Afinal a Globo tem , vamos dizer, seus preferidos!!!???

Em tempo: não vale a pena comentar sobre aquele cidadão que ocupa a pasta do Ministério do Trabalho. O carinha é um Magri piorado..........

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Razão ou revelação

Nesta viagem virtual
Embalado pela razão ou pela revelação
Percorri um longo caminho
Pelo mundo dos questionamentos existenciais

Penso Ser! Ou estarei sendo?
És reflexo do eu, ou tudo é apenas um vazio?
Sou índigo e cristal

Não sou centro, sou borda
Não sou supremo, sou, quiçá, um primata
Quem sabe sou fruto do desejo de tudo aquilo que desejas que eu seja.
Sou a herança do castigo
O que fiz ontem, tornou-se conseqüência do meu amanhã

Curar o corpo ou o espírito ?
Não é ritalina, é desobsessão.
Porque vês aquilo, que foge de minha visão ?

Sou um onipresente virtual
Sob o Sol de minha varanda
Vejo a Lua de meu vizinho

Será a espiritualização da ciência ?
Será utopia filosófica?
Ou será a evolução da tecnologia?
Talvez seja simplesmente
O efeito borboleta de um déjà vu...
By Brother54

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A pastelaria do Chang

Hello people, blz...(lembrando as aulinhas de inglês na comunidade).
Atualmente, tenho ralado bastante em algumas atividades educacionais, mas como disse um amigo: continuo na persistência do “periódico”.
Nos últimos dias, alguns fatos by telinha me chamaram “mais” a atenção:
A expedição Roncador-Xingú dos Orlando brothers revivida e “encenada” pelos universitários globais. No final da expedição, as declarações dos desbravadores contemporâneos foram bem interessantes.
O intercâmbio de adolescentes da classe média alta Tupiniquim em uma tentativa de “educação à distância” para evolução dos meninos. Um trabalho voluntário em qualquer comunidade carente by Brasil, dá um resultado bem melhor e é bem mais barato.
O e-mail desabafo do catarinense divulgando que para a Globo BR by USA o mais importante é o 11 de setembro. Afinal a aldeia Global precisa de holocaustos internacionais, enchente em Santa Catarina é algo corriqueiro e não dá tanto "Ibope".
Aquela multidão no Rock in Rio. Para fazer um xixi básico é só abrir a rodinha.
O inexplicável ato do menino de dez anos que em uma atitude extrema, que nos lembra alguns joguinhos virtuais, atirou na professora e se matou. Na minha época as professoras despertavam carinho, algumas até uma ingênua paixão. Com certeza, na grande maioria dos lares, a orientação espiritual está em baixa. Afinal o apelo materialista é bem maior e satisfaz os desejos da carne.
EmpregosXprofissionaisXvocaçãoXformação. Uma nova versão para o : Ser ou não ser, eis a questão!
Dona Dilma falando da crise para o mundo e solicitando para os grandes líderes algo que o egocentrismo da maioria impede a prática: a união. Não querendo ser mais um cavaleiro do apocalipse e sendo repetitivo: o modelão é autodestrutivo.
Pensando em tudo isso e tentando induzi-los a um workshop existencial onde o otimismo, perseverança, crença e entusiasmo se façam presentes; pensei na pastelaria do Chang. Independente da questão dos planos de saúde, a mensagem passada é muito legal e nos leva a uma bela reflexão.
Podemos dizer que o grande Chang é o Dom Quixote do empreendedorismo.
Vale conferir....
http://www.youtube.com/watch?v=AEri_fB4SfY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=RljbBDryvJs

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Netflix

Há algum tempo o Th mais velho, meu assessor para atualidades, havia me falado sobre o Netflix.
Aliás, o Th primogênito é o cara mais atualizado que conheço, algo tipo “broadband of knowledge”, o carinha sempre está bem informado sobre tudo, manda muito em conhecimento geral.
Bem , hoje resolvemos experienciar a gratuidade do Netflix via o PS3 do Th mais novo. Foi bem legal, principalmente se levarmos em consideração um acesso wireless via um modem router Linksys com ADSL e com a simultaneidade de dois acessos à rede concorrendo com nossa película TSOTSI ( vale conferir, principalmente pela abordagem social que nos leva à reflexões) by Internet, sem falar nos buffers e FEC para minimizar as perdas inerentes ao mundo IP.
O cardápio de filmes ainda não é essa bola toda, mas tem muita coisa antiga e bem legal.
É a inovação tecnológica oportunizando a concorrência a baixo custo e “quebrando” os monopólios, que em se tratando de Brasil a “coisa” apenas mudou de monopólio estatal para monopólio privado. Com certeza trouxe melhorias mas a força do Lobby empresarial ainda dá as cartas e o serviço prestado ainda é incipiente, podemos dizer que é a diretriz baseada na tríade:
Baixo custo operacional X comprometimento da qualidade X aumento do lucro
Funciona muito bem no lado tupiniquim do planeta.
Enquanto assistia ao filme , lembrei de um protótipo , realizado na ex BrT, de um serviço triple play ( acesso à Internet, vídeo on demand, vídeo phone ) o qual na época pensei que iria “bombar”, mas o caminho da implantação, regulamentação e alguns “interesses” até o serviço ser disponibilizado ao usuário pode ser um tanto quanto “indefinido”.
É isso aí galera, quem sabe o Netflix irá oferecer aos latinos uma bela relação custoXbenefícioXqualidade decretando, até, o fim das “GambiNets” regulamentadas e também as não.
Pegue uma TV de plasma, ou de led etc , um acesso à internet e via Netflix ofereça um filme legal para as comunidades, algo bem mais digno do que as famosas Tele Big Bobagens..........

sábado, 3 de setembro de 2011

O Milton e a Lu

Dia 11 de setembro ficou marcado , para o povo norte americano e para o mundo, pela conseqüência de um conjunto de atitudes baseadas naquilo que alguns “governantes” e “religiosos” entendem como correto e definitivo, esquecendo que a relação humana está fundamentada no amor e respeito da vida de um para com o outro. Este triste fato não teve mocinhos ou bandidos, covardes ou heróis, todos foram e continuarão sendo vítimas.
Bem, pensando no que escrever diante do décimo aniversário do “11 de setembro” estava hoje “navegando” no blog de meu querido brother Milton.
Me impressiona o toque mágico e poético que sua câmera consegue captar no instante do “fato”.
Me impressiona a sensibilidade de nosso mago das lentes que produz poesia em forma de imagens embaladas nos versos do Quintana.
Quisera eu ter inspiração tão bela, tão forte e tão profunda.
http://miltonostetto.blogspot.com
Fiquei pensando no belo trabalho realizado pela Lu , na SEED, junto as crianças da comunidade e o quanto ela me emociona com sua dedicação, amor e responsabilidade junto aos pequeninos.
Quisera eu ter atitude tão amorosa, tão digna.
Em um mundo onde o belo, o sincero, a dignidade e o amor estão “adormecidos”, ainda temos alguns seres humanos que conseguem enriquecer nossos momentos com a beleza da vida traduzida em imagens e em atitudes.
Nosso melhor, ou nosso pior, é diretamente proporcional a nossas ações diante da vida, do planeta, de nossos companheiros de jornada.
Para resumir a data e o momento, segue um link que resume tudo o que deveria ser dito no 11 de setembro.
http://www.youtube.com/watch?v=BcID17wcZHU&feature=related

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Livre arbítrio

Como estou, vamos dizer “em convalescença”,após a pequena cirurgia bucal me veio o insight para o artigo digital também conhecido como post.
Aqui na ilha a coisa está mais para Patagônia do que para o Caribe pois a friaca serrana está fazendo visitas semanais para ver como está o mar na soleira do Atlântico Sul.
Nossa mãe natureza está dando aquela colher de chá para nômades e nativos, presenteando a galera com poucos minutos da tão desejada “neve”. Ainda bem que são só poucos minutos pois nevasca depois de uma hora deixa de ser “prazer” e vira aflição .
Durante esta semana estava conversando com a Andreia, que é mamãe de primeira viagem, e falávamos sobre o grande desafio que é educar os filhos. Parece que os papais e mamães de plantão esqueceram que a formação intelectual e moral dos rebentos tem como período “crucial” o nascimento até os sete anos e estes “serão” , ética, moral e comportamentalmente falando; o reflexo dos ensinamentos e exemplos que papai e mamãe praticarem.
Entre meus erros e acertos como pai, aprendi quatro coisas que no meu conhecimento tácito são o divisor de águas entre o surgimento de um pequeno déspota ou um pequeno grande brother:
- saber dizer não para o rebento
- utilizar das velhas e boas palmadas, na hora certa (aqui eu não falo de agressão física, mas sim um “corretivo consistente” para abrandar aqueles instintos rebeldes)
- orientação religiosa, sendo que nosso maior aprendizado está em entender que o encontro com Deus está em nossos corações, independente de religiões, crenças ou seitas.
- jamais adotar o “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”
Sinceramente acredito que um jovem cuja educação e orientação sejam fundamentadas nas “premissas” acima, dificilmente não irá entender que o "não ter" ou o "não poder" faz parte de nosso aprendizado evolutivo, nem irá colocar fogo em um índio, nem assassinar alguém a pauladas/pedradas em um estádio de futebol, nem esfaquear um desconhecido por qualquer “motivação”, nem ser corrupto etc.
Ontem a Lu e o Th mais novo me mostraram, by youtube, um vídeo da galera do CQC cujo título é “CQC o mistério da TV desviada em Barueri” (segue link). http://www.youtube.com/watch?v=8JEPp758JDE.
Sinceramente eu não consegui encontrar um adjetivo para qualificar o comportamento dos políticos e funcionários públicos envolvidos no episódio; poderíamos resumir o mesmo em algo tipo :
“Uma demonstração universal de falta de moral e ética”. Nossos queridos filósofos, Platão, Sócrates e Cia devem ter tido convulsões no “túmulo” e os assessores de Nosso Pai Maior devem ter utilizado este e outros fatos "políticoministeriais" para elaborar um workshop intitulado : “Livre arbítrio : nosso maior, mais difícil e perigoso desafio” cujo público alvo é a galera que está se preparando para reencarnar...
Quanto aos encarnados errantes acho que o jeito será repetir de "ano" ?!?!
Um beijo para todo mundo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

O sonho

Um sono inquieto
Não sei se acordado ou dormindo
Um suar inesperado
Barriga para cima, barriga para baixo, assim meio que de lado.

O sussurro do trovador
Agora uma canção
Mas não sou cantor
Então um verso
Poeta também não sou .

Algo meio que ofegante
Uma inspiração, algo intuitivo
Imagens confusas
Uma visão, esmaecida.

A presença da fala
A ausência do tato
A comunicação virtual e auditiva
Um lugar tão distante.

Lembranças que vem e vão
Despertar! Dúvida sem conforto
O ontem que se foi
Um hoje do talvez
E um amanhã no “O que será?”.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Então, por que Maria Lúcia se casou com Jeremias ?

Estava eu naquela do “então, porque, quem sabe, talvez”; sempre com o alerta no “o que tá valendo” e optei por algo bem mais “intrigante” do que “quem matou Salomão Ayala”. Aliás, antes quero comentar sobre a interessante matéria exibida no programa Espaço Aberto Ciência e Tecnologia , a qual fiz o seguinte comentário no Face:
“Muito bom. Quem sabe será possível implantar, em um futuro próximo, o chip cerebral obrigatório para os políticos. Numa eventual crise compulsiva de corrupção faríamos um upgrade emergencial com foco em valores morais e éticos. Um matrix para o poder legislativo.”
Muito bom ouvir o neurocientista Nicolelis e sua afirmação de que não há algoritmo que consiga reproduzir o que vou chamar de “Inteligência Artificial” (vale conferir o filme de mesmo nome onde uma “máquina” reivindica atenção, carinho e amor, seguindo o modelo do Homem Bicentenário onde por amor vale até abdicar da eternidade).
Bem, hoje, estava eu preparando um belo carré de porco, com arroz branco, tutu e couve (refogue a couve com alho e azeite, fica mais saborosa) e ouvindo minhas canções naquela maravilhosa invenção do Sr. Jobs e seus pupilos (minhas preferências musicais oscilam entre Legião, Beatles, Jimmy Cliff, Santana, Dire Straits, Doobie Brothers, Eagles, Madona, Linkin Park, Foo Fighters,U2, Pink Floyd, Cássia Eller, Scorpions, Led Zeppelin, Nando Reis, Djavan, O Rappa e além de outros rola até um Espelho D’Água com o Aragão e o Emílio) quando tocou aquela coisa ( olha a “coisa” aí Paulinho) bela e forte que é “Faroeste Caboclo” e logo depois algo tão belo quanto: Índios.
Canções nos levam à maravilhosas viagens no tempo. Os meninos da Legião me remetem ao DF, ao namoro com a Lu, ao pessoal do Serpro, aquela festinha onde o rango era bolo e a bebida era cachaça, a Lu 17 e eu 26, o pessoal da SESA, Plebe Rude, Capital, RPM e aquele beijo que pré anunciava os Th e cujo sabor é eterno como o sempre.
Faroeste Caboclo, Índios, Será, Eduardo e Mônica, Tempo Perdido etc representam os anseios de alguém cuja procura não poderia ser encontrada em nosso tempo e que talvez a não conformidade existencial tenha “abreviado” seu desencarne.
Faroeste Caboclo retrata a saga de centenas, milhares, milhões de vidas marcadas pelo “não”, pela lágrima e que estão ao nosso lado, no nosso bairro, na nossa cidade, no mundo.
Domingo passado vimos na telinha o “making off” dos filmes sobre a vida e obra de Renato e um deles, como há muito esperado, é Faroeste Cabloco. Será bem interessante identificar, via sétima arte, a personificação daqueles que hoje habitam, de forma pessoal, a mente de cada um. Como comentado pelos artistas que personificarão Santo Cristo e Maria Lúcia, a letra do Renato deixou uma lacuna referente ao motivo pelo qual a Maria Lúcia se casou com Jeremias, algo que foi uma tremenda sacanagem e que, acredito, ninguém tenha entendido.
É isso aí galera, com certeza eu e Lu seremos os primeiros da fila para conferir Faroeste Caboclo, que representa uma geração, algo que não conseguimos definir ou que talvez seja apenas um misto de desejo, sentimento e vontade.
De um e-mail que recebi do grande Paulinho : Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas?
Beijo pra todo mundo.

http://www.youtube.com/watch?v=2h97Ztwn9Fw&feature=related

sábado, 2 de julho de 2011

Yes, nós temos caipifruta.....

Há algum tempo, para variar, comentei em um e-mail sobre os sabores de minha infância:a manga, a goiaba, o cajá-manga, o tamarindo, a banana, a laranja, a tangerina, o coco-de-catarro, a romã, a fruta-do-conde, o jambo, a carambola, a uva, a jaca. Outro dia estava batendo um papo com o Dudu e falávamos sobre carne seca, costelinha de porco defumada, bacalhau do porto, paio e de pratos como rabada com agrião, dobradinha com feijão branco, carne seca com tutu e todas estas iguarias que ainda degustamos mas que o sabor se rendeu ao fast food globalizado e congelado; com algumas exceções do lar é claro.
Eu e a Lu, para fugir um pouquinho da friaca sulista,o Vini e a Gi, para relembrar a honeymoon, fomos dar uma olhada no “o que que a baiana tem”. De fato a Bahia é bem legal, tem um visual bacana, os baianos são gente boa mas de tudo que ‘experienciamos” o que mas chamou atenção foi o everythingfruta (entendam o everything como qualquer coisa que tenha algum teor de álcool), realmente os descendentes dos tupinambás e tupiniquins mandam muito bem na combinação álcool-açúcar-gelo-fruta; o resto virou fast food.
Com certeza a fruta tem aquele toque sensual, mas para segurar a onda um rango saboroso complementa qualquer prazer.
Não estou fazendo críticas, se trata apenas da constatação de que independente do folclore e cultura locais , e isto é do Oiapoque ao Chuí, a tradição e as festas estão focadas em bebidas, pois o rango, em função dos requintes necessários para o preparo, demanda tempo e tempo é algo que o mundo FAST não dispõe.
Não podemos perder tempo degustando um belo alimento em detrimento ao “calor humano” dos trios elétricos.
A infraestutura dos pontos turísticos, festas, mega eventos etc, direcionam esforços para permitir a viagem, by álcool, do povão que precisa se libertar do stress do cotidiano.
Muitos irão pensar: o Brother está exagerando, não é nada disso, tem muito rango bom por aí etc. Eu responderei que quem tem mais de 40 sabe do que estou falando.
O grande barato do rango não é comer um bigmac na China com o mesmo sabor do bigmac no Brasil, o grande barato do rango é degustar uma moqueca na Bahia e degustar um pato de Pequim em Beijim.
Bem, para resumir o contexto segue uma da galera do Slow Food.
É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas.
Carlo Petrini, fundador do Slow Food
Em tempo : na minha humilde opinião o rango na ilha, sem considerar o que eu preparo (hshshshs), é no Ponta das Caranhas, no Porto do Contrato, na Mão na Massa ( Lagoa ), no Central.
http://www.youtube.com/watch?v=8UNy4RHXeGw&feature=related

terça-feira, 21 de junho de 2011

O pinguim, a andorinha, o beija-flor e o engraxate.

O título de qualquer “obra” é o “fiel da balança” entre a curiosidade e o desinteresse. Com certeza o título acima, pelo menos, irá aguçar a curiosidade de meu distinto público, permitam-me assim chamá-los, em ler as linhas seguintes.
No mundo contemporâneo nosso tempo exíguo somado a bilhões de informações diárias, nos impedem de admirar, contemplar, curtir, maravilhar coisas simples de nosso cotidiano e até ter um comportamento que poderíamos chamar de provinciano.
Durante os últimos dias, três fatos chamaram minha atenção e me fizeram sentir um felizardo por poder “vivenciar” esse mix de beleza/simplicidade e que infelizmente muitos “esqueceram”.
No sábado eu e a Lu fomos dar uma banda no Açores. Na caminhada pela praia, maré alta e água fria, fomos presenteados com as acrobacias de um pinguim que estava a surfar e nadar para garantir seu almoço na praia farta de iguarias. Me senti um menino extasiado com a bela performance da ágil criaturinha.
Hoje o Th design me chamou para ver as andorinhas que bailavam em frente a nossa varanda e me confidenciou sobre o amigo beija-flor que vem visitá-lo de vez em quando.
Também hoje, no JA SC, o Cacau fez uma matéria com um engraxate que é o “cara” em Araranguá e outra com a bruxinha que nos orientou, no inverno que inicia, a ter carinho e meiguice para com nosso próximo.
E no ciclo sábio da natureza as tainhas continuam a oferecer o sustento e o alimento
São essas coisas simples, belas, comportamentais e naturais que fazem essa ilha ser realmente Mágica!
http://www.youtube.com/watch?v=OITefBHuEkk

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Liberdade! Liberdade! Abra as asas sobre nós.....

Em agosto de 1969 o mundo assistiu ao que poderíamos chamar de “uma demonstração universal do direito de expressão e de liberdade/usabilidade do corpo” durante o famoso festival de Woodstock. Algo que sugeria alguma coisa tipo “deixa a vida me levar” .
Nos anos posteriores a meninada entendeu que fumar um baseado, não fazer nada e dar uma trepada de vez em quando era tudo de bom e alguns marmanjos entenderam que queimar um fuminho, com “responsabilidade”, aliviava o “stress”. De vez em quando rolava um LSD básico para substituir a conta do psicólogo.
Desde que o mundo é mundo o dito ser humano utiliza algum artifício para “relaxar” ou “excitar”: uma bebida, um cigarro, uma erva, uma pílula, uma injeção e por aí vai. Afinal fazer umas “viagens” de vez em quando é tudo de bom.
O mundo ficou globalizado e a maconha ( muito fraquinha ) evoluiu para cocaína, êxtase, crack e derivados. Afinal precisamos de emoções fortes.
No mundo contemporâneo o dito ser humano assimilou bem um conceito que vou classificar como dicotomia, ou seja :
Fumar dá cancer, causa infarto, etc etc etc e várias pessoas pararam de fumar.
Não beba se for dirigir, bafômetro, prisão etc etc etc mas se você não for dirigir, pode beber; só não esqueça do energético!?
Você deve fazer exercícios físicos, sair do sedentarismo, ter saúde para ter uma família, trabalhar, ser produtivo para nação, criar seus filhos etc.
Você deve doar sangue, célula tronco, córnea, rins , pele e tudo que permita salvar a vida de seu semelhante. Logicamente que o órgão deve estar nas condições mínimas de uso!!??
Agora as mentes brilhantes de nosso país nos assinalam : Você tem o direito de liberdade de expressão e pode participar da marcha para liberalização da maconha, mas não pode fumar maconha.
Diante desta decisão suprema, fiquei a meditar:
O cigarro faz mal e a maconha não ? A maconha não altera os reflexos, dá taquicardia, altera a percepção etc? Não seria melhor fazer uma campanha da maconha, drogas, igual ou mais sistemática que a do cigarro?
Ahahah! Deve ser por causa daquele lance do glaucoma.
A bebida antes de você dirigir faz menos mal que o durante dirigir?
Ahahah!Deve ser porque limpar o vômito no carro, no dia seguinte, é F.....
A liberdade não exige uma certa lucidez ?
Em algum momento de minha vida fumei cigarro e hoje quando faço natação me arrependo de tê-lo experimentado.
Em algum momento de minha vida, queimei meus baseados, descobri que era uma merda e parei.
Minha pobre evolução, ainda, me faz prisioneiro de alguma cerveja ou vinho; já consegui diminuir mas ainda resta o definitivamente não sorver; um dia chego lá.
Talvez o significado de "liberdade" esteja subliminarmente contido em uma mensagem proferida há alguns muitos anos:
"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém"
http://www.youtube.com/watch?v=DZGMLP2pK8c&feature=related

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A namorada

“Poetas, seresteiros, namorados, correi.
É chegada a hora de escrever e cantar.
Talvez as derradeiras noites de luar.” By Gil.
Lua e namoro fazem uma perceria que talvez date o início do “início”, algo que não conseguimos explicar e não precisa, basta sentir.
O namorar, que é o início de um fim cada vez mais improvável no mundo contemporâneo e que foi substituído pelo “ficar”, ficou bem menos romântico ou talvez incorporou a dinâmica e a futilidade do planeta globalizado.
Estive assistindo na telinha algumas reportagens sobre o namoro, o amor, a cara metade e por aí vai. O que mais me impressionou foi a , vamos chamar de, “baixa qualidade/criatividade do diálogo” durante esta coisa mágica que é a aproximação, a paquera, a conquista.
Ouvi algumas coisas tipo:
- aí gata, você é muito linda!
- e você é muito gato!
- você tem “orcutii”?
- e você tem “é-meiu”?
Fora isso, é o “estar-ficar” na balada ouvindo o eterno spank!spank!spank!.....
Entendo que a meninada de hoje não descobriu o prazer de sentir aquele frio na barriga, a troca de olhares insinuantes, um sorriso maroto, um piscar atrevido, algo tipo :
“Teu rosto como um templo
Voltado para o oriente
Remoto como o nunca
Eterno como o sempre
E que subitamente
Se aclara e movimenta
Como se a chuva e o vento
Cedessem seu momento
À pura claridade
Do sol do amor intenso” by Vinícius
Ou talvez algo mais atual:
“You can run into my arms
It’s okay, don’t be alarmed
Come into me
There’s no distance in between our love
So gonna let the rain pour
I’ll be all you need and more” by Christopher Sterwart
Tenho saudades da criatividade romântica, dos anos 60, 70, 80, que foi traduzida em poesia, letras de músicas ou simplesmente belas cartas; e que em algum momento foi esquecida. Talvez hoje sejamos mais individualistas, obstinados, focados e perdidos em nosso egocentrismo.
Talvez estejamos cada dia mais distantes de nossa “espiritualidade”.
Talvez o medo tenha inibido a amor.
Talvez o consumismo fútil, a busca desesperada pelo sucesso, o narcisismo doentio do culto ao corpo, a vulgarização do belo, a banalização do verbo etc, impeçam e expressão máxima de nossos sentimentos e desejos.
Talvez nosso maior desejo, em relação ao namoro, se resuma em :
“Touch me now
I close my eyes
And dream away”
http://www.youtube.com/watch?v=dNNk1twaNsA&feature=related

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O paraíso é uma questão pessoal.

Há alguns anos, aliás após meio século encarnado tudo vira “há algum alguma coisa”, estava em um voo indo de algum lugar para um destino qualquer .
Para passar a stressofobia natural do alguns metros acima do nível do mar dentro de uma “lata” , estava lendo “O paraíso é uma questão pessoal” (by Richard Bach), após ter lido “Fernão Capelo Gaivota” e “Longe é um lugar que não existe”, que também levam a assinatura do Richard Bach; ao passar por minha poltrona uma aeromoça parou,sorriu e exclamou:
- realmente o paraíso é uma questão pessoal.
Devido a alguns acontecimentos, este momento me veio à mente e fiquei lembrando de meus paraísos pessoais. Em cada momento de transição (infância, puberdade, juventude, estudante, solteiro, casado, empregado, aposentado etc ) estes paraísos justapuseram-se.
Na infância meus paraísos se resumiam na bicicleta que nunca pude ter, jogar bola no campinho da esquina, pipa e curtir aquele banho nas chuvas de verão.
Chegou a puberdade se confundindo com a juventude e junto aquela atração “inesperada” pela filha da vizinha da esquina, a namoradinha das férias de fim de ano, a barra da Tijuca, a escola técnica com amigos e aventuras mágicas e os bailes no clube onde eu e um grande brother que vive em um cantinho especial de meu coração curtíamos muito, mas muito, os the best Dobbie Brothers; com nossas roupas coloridas, nossa dança e compartilhando o “varejo” e a “cuba”.
Como não poderia deixar de ser, um dia o sonho acaba e o para sempre também acabou com o início da vida de “trampo”. Novas paisagens, novos lugares, novos amigos, grandes desafios entre novas culturas e seus paraísos individuais .
So Brother, listen to the music....
http://www.youtube.com/watch?v=29RvK7OI2Fg&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=J9URZfqYf2o&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=CDWGKQcQ8zw&feature=related

sábado, 21 de maio de 2011

Professora Amanda Gurgel.

Nesta semana e no mesmo dia , o jornal digital do senhor Bonner apresentou duas matérias que traduzem a pouca ou nenhuma evolução ética e moral de nossos representantes do poder legislativo; aliás algo que se tornou perene desde quando D.João VI fugiu de Napoleão e passou uma temporada junto aos tupiniquins.
Na primeira reportagem, que é a sequência de uma série, está sendo apresentada a precária situação do ensino em nosso país juntamente com o parco holerite de professores com especialização, o desvio de verba e licitações fraudulentas para contratação da alimentação de nossas crianças etc .
A segunda reportagem denunciava os gastos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro com a compra de 51 carros de luxo a preços módicos de R$70.000,00 cada. Afinal nossos ilustres representantes precisam de um certo conforto para se deslocarem de suas residências para o trabalho.
Ontem recebi um e-mail da Lu, com direito a repeteco do Paulo Elias, com o vídeo, by Youtube, do brilhante discurso da professora Amanda Gurgel. Nossa ilustre professora, com muita propriedade, sintetizou a realidade existencial daqueles que tem a responsabilidade de “ensinar” nosso filhos e a demagogia política na tratativa de algo tão fundamental quanto a alimentação e a saúde, ou seja, a EDUCAÇÃO.
Muitos irão pensar : O país melhorou, o poder aquisitivo da dita classe C aumentou, nossa mesa anda farta, temos nossos carros, nossos celulares, vamos ao shopping, conseguimos nos livrar da "escravidão" do aluguel, temos emprego de carteira assinada (aqui cabe uma pausa).
“ Todos os dias somos informados que no Brasil há uma carência de mão de obra especializada, principalmente para cargos de gestão. Em fevereiro, mais de 22.000 vistos de trabalho para estrangeiros foram emitidos e por aí vai. Esta situação me leva a alguns questionamentos como : Nosso sistema de ensino é deficiente? Nosso conhecimento no idioma inglês, imperativo no mundo globalizado, é incipiente? Nossos jovens desconhecem a demanda profissional para determinadas áreas? Somos limitados em potencialidades?”
Resumindo: nossos ilustres representantes, nos poderes Legislativo e Executivo, dobraram seus salários no início de 2011, nosso sistema de ensino é deficiente, nosso sistema de saúde pública é o caos, o transporte urbano é precário, nossos gestores são incompetentes; mas estamos em franco desenvolvimento social não sustentável ! ?
Bem, está surgindo o novo.org.br, cujos fundadores são engenheiros, administradores, médicos, estudantes etc e cuja proposta é a prestação do serviço público com competência e a realização da gestão da máquina administrativa do país com eficiência, eficácia e efetividade; algo que é razoável e exequível desde que a “ideologia” não seja contaminada com os virus ( corrupção, falta de ética etc ) que “acompanham” os chamados políticos profissionais.
Nosso heróis não estão no mundo imaginário,surrealista e fútil do BBB Pedro Bial.
Nossos heróis estão nas salas de aulas das escolas públicas e nos corredores das emergências dos hospitais.
Nossos heróis trabalham 10 horas por dia, não tem auxílio moradia, auxílio passagem aérea, auxílio combustível, assistência médica privada etc.
Nossos heróis chocalham nos transportes coletivos duas, três ou até quatro horas por dia.
Nossos heróis vendem o almoço, para comprar a janta.
Nossa professora do Rio Gande do Norte, em 08 minutos, com intuição e sabedoria nos presenteou com um discurso digno, denso e honesto. Muito político bundão deve ter morrido de inveja, digo inveja porque vergonha é algo que esses seres são desprovidos.
http://www.youtube.com/watch?v=4P2QXsvxa6Y

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A tainhada do Salézio

Olá nômades e nativos, Brother 53 “still in heaven”.
Tem rolado na rede alguns e-mail com aquele saudosismno básico que a distância física impôs aos brothers&sisters do ex CNRS e ex CNBrT.
Fiquei pensando no assunto e lembrei de nossos encontros aqui em Floripa.
Como não poderia deixar de ser me veio a gostosa tainhada de julho, onde Patrícia,Daniel,Galdério e auxiliares, mandavam muito na gastromia marítima, sob a batuta do Salézio.
Aqui em Floripa ocorrem eventos tipo :
Peixada do Gui
Feijoada do Cacau
No RJ tem a famosa feijoada do Ricardo Amaral.
Então porque não realizarmos em julho a “Tainhada do Salézio”?
Juntar o povo, bater aquele papo, degustar a famosa tainha e matar a saudade.
A data proposta é 16 de julho e quem estiver afim de participar, comente no blog ou mande e-mail para thaduje@gmail.com.
Vem comigo...............

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A RBS e a tecnologia a serviço da mobilidade.

Nesta semana, durante o Jornal do almoço apresentado pela RBS, o apresentador Cacau Menezes fez uma chamada ao vivo da rua Felipe Schmidt .
Se minha memória não falha, a matéria tratava as nuanças do cotidiano urbano em uma rua famosa do centro de Floripa. Até aí nada de muito diferente, todavia o recurso tecnológico para levar a informação à mesa dos manezinhos e forasteiros era inovador.
Não se tratava daquela coisa de carro com parabólica alinhada a um satélite, mas sim um “simples” acesso 3G acoplado a uma câmera permitindo a tão sonhada mobilidade que todo bom repórter e cinegrafista almejam.
Durante a transmissão, que acabou sendo interrompida, imagem e som começaram a sofrer, penso eu, os males do jitter, perdas de pacotes e todos os efeitos colaterais que alguns protocolos e configurações, ao serem implementados, tentam minimizar nas redes de pacotes; ou efeitos que poderíamos chamar de inerentes ao meio: absorção, reflexão, refração etc.
Pensando em tecnologia, mais especificamente em multimídia ( voz e vídeo ) poderíamos dizer que a velha e boa PSTN ( Rede Pública de Telefonia Comutada ) foi “abduzida” pela rede IP, sendo que esta foi, e continua sendo, devidamente “turbinada” por QoS,VPN,MPLS, IPV6,amparada por fibras óticas e DWDM e os acessos estão de vento em popa rumando para o 4GLTE.
Em breve tempo o “ADSL” será top apenas para as classes C, D, E, já a galera da grana irá desfilar por aeroportos, bares, shopping etc com os seus end-point LTE.
Desconheço a solução de rede de transporte que o provedor está fornecendo para a RBS, todavia a transmissão do repórter Roberto Kovalick , em uma estação de metro no pós terremoto no Japão, comprovou que a solução é no mínimo plausível.
Quem sabe um “tuning” no BGP já traga melhoras consideráveis.
Bem, pensando na tecnologia a serviço da mobilidade, fico pensando o motivo pelo qual nossos ilustres governantes e especialistas no assunto, não conseguem propor uma solução viável, inovadora e sustentável para a mobilidade humana.
Sei que não é simples pois nosso ciclo de sustentação econômica tem que permitir a compra de automóveis por R$300,00 mensais, motos por R$100,00 mensais ( TV, CELULAR, GELADEIRA etc) para gerar emprego, gerar lucro, gerar inflação, dar uma freada, começar de novo; cabendo à telinha e aos meios de comunicação, subliminarmente, nos induzir ao CONSUMO.
Como a mudança desse modelo “antropofágico” passa por uma revolução radical do “comportamento humano”, pois envolve dinheiro e poder, vamos ficar apenas na solução da mobilidade urbana na nossa bela ilha, ou seja:
Sugestão : vamos andar de bicicleta ?
Floripa! Se não cuidar vai virar cenário de “O livro de Eli”.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Como em um dia de outono....

Normalmente quando queremos o tempo, queremos o verão ou o inverno, nunca o ameno.
Aqui nas terras do sul não há nada mais gostoso, pensando em clima, do que o outono.
A natureza nos embala entre os 13 e 22 graus com dias secos e de muito sol.
Ao anoitecer começa aquele friozinho básico que nos convida a um bom livro e ao dormir abraçadinho.
Pela manhã, aquele sol “quebrando” o friozinho, como um delicioso café macchiato ou um gole d´água para compor com o merlot da serra gaúcha.
Hoje pela manhã, fui “dar uma banda” pelo centro e para variar fui conferir o peixinho e o camarão da lagoa. As anchovas estão em “greve” mas tem tainha, filé de espada e a aquela variedade de opções do rebanho marítimo que o litoral oferece.
Como não poderia deixar de acontecer, fui saborear meu macchiato no café Central. Sentei ali, na mesinha ao lado da janela da calçada da Vidal Ramos. Enquanto degustava o café, folheava o DC, “bisbilhotova” o povo andando na rua e pensava nos amigos.
Há! Bateu aquela saudade gostosa de uma galera que não vejo há algum tempo, me vieram churrascos, butecos, baladas, clubes, praias, um coral, uma equipe , uma pós graduação, muitos amigos, aquela sacaneada básica nos vascaínos de plantão, o pier 21 , o Líbanos e o Box 32.
Terminei meu café junto a minha divagação saudosa e toquei para o mercadão, afinal vou fazer o rango dominical para Dadá, pensando na minha querida Lu que foi rever suas famílias.
Bem, juntei os amigos, a Dadá , a Lu ,todas as mães de nosso belo e pequeno planeta, essa coisa mágica com que a natureza outono nos acalenta e resumi tudo e todos, na canção que está no link abaixo.
http://www.dailymotion.com/video/x1v3b1_dia-de-domingo-gal-costa-e-tim-maia_music

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Realengo e o último conversível


Há alguns muitos anos assisti um filme cujo título, se não me engano (de fato procurei o título no “oráculo digital” mas não achei informações que confirmassem minha vaga lembrança) “O último conversível” e o que mais me chamou a atenção foi uma cena, no final do filme, em que o protagonista havia deixado o conversível na rua e ao retornar constatou que haviam danificado o estofamento de seu carro. Ele comentou algo tipo :
- o tempo da ingenuidade acabou.
A trama ocorreu no final da década de 50 e com certeza o início da década de 60 estava sob o signo de uma transformação do comportamento e dos valores sociais e humanos.
Manuel Castells em seu brilhante “Sociedade em Rede” aborda sobre , o que talvez tenha sido a maior revolução ocorrida em nosso belo e confuso planeta, o Informacionalismo.
O fato trágico ocorrido na escola em Realengo, onde crianças foram as principais vítimas, comprova as consequências indiretas de um somatório de “equívocos” jurídicos, legislativos e executivos em um mundo onde, ainda, o poder financeiro e político determinam a culpa e a punição.
Vários profissionais da área de humanas, sociologia, psicologia etc serão demandados a explicar algo sobre a personalidade psico-assassina de um ser humano capaz de tamanha atrocidade e várias lucubrações fluirão das mentes governantes visando adotar ações para evitar a repetição de ocorrências similares.
Já comentei em vários posts que vivemos um modelo sócio econômico equivocado onde até os tiros em Columbine são globalizados.
O ser humano está, mais do que sempre, bem distante de valores como ética, bondade, lealdade, doação, humanização, espiritualização e bem perto do supérfluo, do eu, do meu, do prazer, do consumo.
Quando eu estava cursando o primário ( na minha opinião a lei 5692 foi também um “equívoco”) todos os alunos , antes de começar as aulas, cantavam o hino nacional e o hino da escola. Vivíamos em uma época na qual hastear a bandeira nacional era uma emoção ímpar e o sentimento de cidadania fazia parte de nosso “inconsciente coletivo”.
Quando eu estava “curtindo” meus memoráveis e adoráveis anos de Escola Técnica, costumávamos conversar e teorizar sobre o ser , o estar e o ficar. Era gratificante tentar entender e viajar nas linhas dos versos do grande Drummond .
Bem, tentando explicar o que não tem explicação, me lembrei de um belo poema do Carlos, o qual convido-os a ler até o final, refletir e constatar o quão visionários são os poetas...
O Homem; As Viagens. By Carlos Drummond de Andrade
O homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.
Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto - é isto?
Idem
Idem
Idem.
O homem funde a cuca se não for a júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Elas


Há algum tempo venho pensando :
“O que postar em meu tabloide digital”
Diante de um turbilhão de “incoerências” socio,politico,judiciais e ambientais; no pedaço tupiniquim de nosso belo planeta ?
Os pensamentos fervilham diante da relevância de fatos cujas personagens principais, independente dos poderes político, legislativo ou econômico, são “pequeninas” diante de nosso processo evolutivo.
Comportamentos que levariam Sócrates, Platão e seguidores; a constatarem que seus pensamentos e ideais foram abandonados ou esquecidos entre um scotch, uma taça de Château Latife Rothschild 1787 e uma bunda siliconada no colo.
Achei melhor não “fomentar” o óbvio “DarthVadiano” existencial e falar de um sentimento, também há muito, deixado em ....segundo plano.
Estava eu tomando uma Bhrama Extra, a Lu preparando o rango dominical e os meninos cuidando do “networking estudantil” .
Dei uma navegada na “telinha”, não havia nada interessante e aí percebi o DVD meio que abandonado. Pensei:
Porque não ver/ouvir algo que aquiete a mente e aqueça o coração?
Entre as opções disponíveis encontrei o DVD Elas, que é a gravação de um show,em homenagem ao Roberto Carlos , que aconteceu no municipal de RJ e onde as cantoras “the best” interpretaram a obra do ex jovem guarda.
Nunca fui um admirador das músicas do Roberto e na real não gosto de ouvi-lo cantar, mas a mulherada interpreta as músicas do carinha com a alma e o coração. Foi muito bom ouví-las, ouvir essa relação romântica/passional traduzida nas letras simples de Roberto e que a postura de “intelectual babaca” me impedia de confessar alguma afinidade com o estilo.
O show foi marcado pelo casamento mágico da harmonia vocal e a bela performace dos músicos interpretando essa coisa enigmática e brega chamada AMOR.
Imagine você chegar em casa; cansado(a), triste, solitário(a) e o teu “alguém”, te olhar, te sorrir e te sussurar cantando:
Eu “Te Proponho”...............
http://www.youtube.com/watch?v=0x-Mne-M65o&feature=related

quinta-feira, 17 de março de 2011

Enola Gay, again....



Há 66 anos (a unidade e a dezena de uma centena intrigante para os cristãos), um coronel yankee lançava, de seu avião que tinha o nome da mamãe, um “presente radioativo” aos habitantes da cidade de Hiroshima. Um ato de “vingança” atrasada, em função do que havia acontecido em Pearl Harbour (4 anos antes)ou uma última tentativa em exterminar, seguindo a receita nazista , aqueles que ainda “incomodavam”, pois os “nazi” estavam só a capa do Batman.
Os efeitos deste genocídio, que deixou muita Tsunami com inveja, com 140.000 mortos e milhares de herdeiros radioativos (sem falar nos 70.000 mortos em Nagasaki ); perduraram por muitos anos nos corações e mentes do povo das terras do sol nascente. Com certeza ninguém sente saudades de um calorzinho básico de 4.000 graus. Mas sabem como é :
- pela democracia e pela liberdade do planeta vale tudo, ou; aos “inimigos?” apenas o rigor da “lei’”.
Por desígnos divinos, herança karmica ou apenas um comportamento da natureza, os japas, vivem “tremendo” , literalmente, a maior parte do tempo. Acho que é algo tipo turbulência em avião, depois de algum tempo você acaba se acostumando. Mas o que aconteceu na última sexta foi “queda livre no vácuo” e aí o bicho pega. O mundo inteiro assistiu a destruição de parte do território amarelo, uma visão real e impressionante da “avant premiere” de 2012. Não o filme, mas o fato.
A galera de “há 24 horas daqui” nos surpreendeu com uma demonstração universal de serenidade, resignação e respeito ao próximo diante do caos patrocinado pela tríade terremoto-tsunami-radiação nuclear. Algo muito distante do comportamento passional dos povos dos trópicos, onde desespero, saque, roubo e corrupção se confundem com a ajuda providencial e humanitária em ocorrências similares.
A “tragédia” no Japão me leva ao auto questionamento existencial, meus valores, meus sentimentos, minhas crenças:
Precisamos quebrar paradigmas,
Trocar o “possuir” pela "usabilidade",
Trocar o “meu” pelo compartilhar,
Trocar o “sozinho” pelo coletivo,
Trocar o “egoísmo” pela doação,
Trocar a “descrença” pela fé,
Trocar o “eu” pelo nós,
Globalizar coração e mente.
Bem, para terminar segue um e-mail que recebi do gaucho de Kuala Lumpur que traduz a dimensão do ocorrido no Japão.

"Um colega da minha empresa que trabalha em Tokio enviou as fotos que
ele coletou na segunda-feira e domingo quando ele saiu para dar uma
olhada no estado da cidade.
Eu ia traduzir o email que eu e mais alguns colegas recebemos dele
após desejar Feliz Aniversário para ele (sim, ele estava de
aniversário na segunda-feira) mas preferi deixar em inglês para manter
exatamente o que ele disse:

Thanks for the Warm Birthday Wishes!
Just to let you all know that the situation is pretty dire, super
markets, convenience stores and vending machines have run out of basic
supplies of water, bread, rice, milk etc. The following are some
pictures I captured today and yesterday of empty racks...
With the nuclear reactor issue, we are currently in short of 25% of
electricity due to which the main electric company (TEPCO)has decided
to start off with power cuts, depending on the area, it could be
anywhere between 3hrs-7hours a day...till the end of April.
Thanks once again for the warm wishes I will keep you all updated."

http://www.youtube.com/watch?v=JIVaUcE4kAM&feature=related

domingo, 13 de março de 2011

How was your weekend ?


São 17h, domingo e desde quinta, fatos por mim vivenciados presencialmente e virtualmente, me levaram a tentar concatenar algumas centenas de pensamentos traduzindo em palavras a síntese do jeito “Brother” de entender os fatos e comportamentos do cotidiano em nosso belo e flutuante planeta.

O início do final de semana começou com o fim ou a perda da infraestutura existencial para nosso amigos que vivem a 24 horas daqui. As fotos e vídeos divulgados e disseminados nas mais variadas mídias (notadamente na rede de pacotes concebida pela DARPA, a irmã pródiga da ARPANET que se tornou o centro nervoso que garante nossa comunicabilidade e interoperabilidade, o Worflow Genérico mundial, o que conhecemos como Internet) ; detalham tudo o que poderia ser dito ou escrito.

No lado de cá onde as placas tectônicas perecem estar, ainda, “adormecidas” (quem sabe se ao catucarmos o pré-sal, elas comecem a “despertar”).
Pausa : alguns muitos não vão gostar desta, vamos chamar, observação.

Continuando..
Eu e a Lu fomos ao aniversário do pequeno Lucas, o primogênito do Douglas. Como sempre a gauchada faz umas festinhas bem criativas e a criançada se diverte um bocado. Me lembrei de quando os Th eram pirralhos e fazíamos as festinhas nas escolinhas, é aquela coisa da garotada cair na farra e papai e mamãe aparecerem nas fotos com a fisionomia extenuada pelo cansaço natural advindo da organização da festa/brincadeiras.

Após a festa dos baixinhos fomos a paella do Guga. Não o Guga tenista, mas o Guga brother/vizinho, que largou o trampo e ralou nos estudos para ser um futuro graduado em Geologia; se candidatando a herdeiro profissional do paraibano José, seu sogro. Nosso brother passou no vestibular e daqui a alguns semestres iremos comemorar o “canudo”, com certeza.
Durante o delicioso jantar batemos um papo muito legal com seu José e em um determinado momento eu perguntei se os governos municipais, estatuais etc , consultavam os especialistas em geologia para definir o plano diretor no tocante a ocupação do solo, construções etc, ele nos informou que atualmente sim mas que não era assim.

Fiquei imaginando algumas situações e na condição de leigo no assunto, penso :
- os continentes são formados por placas que “flutuam” em um núcleo líquido e em constante ebulição,
- fazemos perfurações petrolíferas, construímos hidroelétricas, construimos prédios em mangues aterrados, impermeabilizamos o solo, garimpamos, aviões decolam e pousam a todo minuto, enfim, enchemos as placas de “pancada”, “buracos” e “pesos”,
Afinal , o quanto contribuímos para o aumento do número de deslocamentos e tsunamis ? Os senhores parlamentares tem algum conhecimento para “criar leis” que abordem o tema?

Na manhã de hoje assisti na telinha, (Management TV) uma interessante entrevista com a doutora Damisa Moyo, por sinal uma bela mulher, referente a seu livro Dead Aid, cujo conteúdo aborda o “assistencialismo” econômico aos países do continente africano e suas consequências. Algo que se tornou insipiente devido aos resultados econômicos e sociais na maioria desses países. O tema me lembrou o filme “O jardineiro fiel”, vale a reflexão.

Bem, nosso final de semana terminou com uma almoço super gostoso na SEEDE, onde além do alimento fomos brindados com uma bela prece, direcionada aos japinhas, que foi proferida pelo grande Zeferino. Me emocionei, pois diante da mesa farta do lado de cá muitos do lado de lá ficaram sem a mesa, sem a água, sem o pão...

E aí , como foi seu final de semana ?

segunda-feira, 7 de março de 2011

No meu cantinho


Estou aqui no meu cantinho,
Onde o mar vem banhar o pé do morro,
Onde as corujas fazem visitas noturnas,
Onde cães e cadelas de rua buscam um amigo, um abrigo.

Estou aqui no meu cantinho,
Onde o bucólico me traz remanescências de um passado sabiamente esquecido,
Onde no sul tem saquinho e naufragados, no leste tem lagoinha,
Onde a “Solidão” nunca está sozinha.

Estou aqui no meu cantinho,
Onde as baleias se aquecem em julho,
Onde os golfinhos fazem acrobacias,
Onde pesca e pescador se confundem na penumbra .

Estou aqui no meu cantinho,
Onde o "quero quero" me desperta toda manhã,
Onde o coaxar dos sapos embalam meu adormecer,
Onde o mato é meu vizinho.

Estou aqui no meu cantinho,
Onde mosquito é companheiro no verão,
Onde todo mundo diz bom dia,
Onde no mercadinho tem até pão quentinho.

Estou aqui no meu cantinho,
Onde o mar é generoso,
Onde berbigão vira pastel,
Onde até carioca vira manezinho..............

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O poder da palavra


O espiritismo tenta nos ensinar que :
“...nossos pequenos mundos individuais são criados pelas nossas palavras...” e “...uma vez proferida uma palavra , nada mais a destrói...”
O pensamento do poeta, refletido na letra da música, diz :
“...todo verbo que é forte se conjuga no tempo...”
Nesta sexta eu e a Lu assistimos ao , na minha opinião, magnífico “The kings speech” , um drama real baseado na vida de uma “celebridade”, o rei .
O mote do filme trata a relação de Bertie ( o rei na intimidade ) e Lionel Logue, um terapeuta de fato que o clero tenta sacanear, pois o brilhante profissional não tinha sua titulação por “direito”.
Durante as seções de terapia da palavra o grande rei tem que descer do seu pedestal de orgulho e abrir seu coração para Lionel , cuja experiência com o tratamento dos soldados da primeira guerra o capacitou e diplomou para o exercício competente da profissão.
No desenrolar da película descobrimos que mesmo a realeza está sujeita as mazelas existenciais e até o filho do rei, igual aos filhos da classe média do mundo contemporâneo, está sujeito ao sadomasoquismo das profissionais intituladas “babás”; internalizando os conflitos psicológicos que “atrapalham” a vida de adulto. Afinal, como diz Lionel, ninguém nasce gago.
Nossa história nos presenteou com grandes oradores, para o bem e para o mal, como :
- Martin Luther King , com seu insuperável “ ...I have a dream ...”, tentando convencer aos yankees latifundiários do sul, que comungavam com as diretrizes nazista, que a cor da pele não altera a essência do ser.
- Adolf Hitler, que em seus discursos , trabalhou com perspicácia a carência e o orgulho do povo alemão que havia ficado no maior sufoco e pagando o ônus da primeira guerra, convencendo-os de que “amar a seu próximo como a ti mesmo” era um privilégio da raça ariana e o resto seria apenas o resto.
E aqui, não poderia deixar de citar o nome de um grande ser humano, o qual tive o privilégio de ouvir, o brilhante orador e escritor espírita Divaldo Pereira Franco. Divaldo tem o poder da palavra, sabe como ninguém dosar a palavra e a emoção que a dimensão do tema exige.
Atualmente os “grandes oradores” estão atuando, principalmente, no mercado corporativo para influenciar, ou direcionar,o “inconsciente coletivo” dos pretensos colaboradores/gestores.
Bem , nosso pequeno planeta mudou radicalmente e as relações humanas vivenciam a tríade solidão-medo-virtualização, sendo a tecnologia e a Internet nossa maior e mais significativa forma de se expressar. Até que estamos tendo resultados satisfatórios pois o “anonimato” tecnológico está nos permitindo a coragem da liberdade de expressão e estamos até conseguindo “demitir” ditadores de plantão dos altos cargos de Gestão de Pessoas, cuja diretriz visa o próprio lucro, luxo e os prazeres mundanos. Afinal o povo é apenas o resto...
Pensando no poder mágico das palavras e na oportunidade de dizer-lhes algo com alguma consistência, juntei algumas frases e pensamentos que refletem o meu desejar:
“ Embalados na premissa de que tudo nos é lícito mas nem tudo nos convém; tudo na vida vale a pena.
Se não valeu pela leveza das folhas,
Que tenha valido pela beleza das flores,
Se não valeu pela leveza das folhas ou pela beleza das flores,
Que tenha valido pela doçura dos frutos,
Se não valeu pela leveza das folhas ou pela beleza das flores ou pela doçura dos frutos,
Que tenha valido pela força e firmeza do caule,
E se mesmo assim, se não valeu pela leveza das folhas ou pela beleza das flores ou pela doçura dos frutos ou pela força e firmeza do caule,
Que tenha valido pela intenção da raiz”.
http://www.youtube.com/watch?v=gZLvSnr6s50&feature=related

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Where is my IPV4? Game over...


Após a leitura de meu post semanal,o nosso brother que largou o Sul e foi para Kuala Lumpur me e-maiô ( o mesmo que enviar um e-mail ) o seguinte:
Você tem que escrever alguma coisa referente ao “fim” do IPV4!
Bem, fiquei pensando como iria abordar o assunto pois a maioria desconhece , ou pouco conhece, a tecnologia/protocolos de “transporte da informação” utilizados na Internet, mas vamos tentar.
Endereços IP é algo similar ao CEP,ou zip code, que para o sistema de Correios é um identificador/localizador de uma residência, organização etc . Para o mundo Internet um endereço IP é o identificador/localizador de um micro, notebook, servidor etc. Quando em certo alguém “A” envia um e-mail para outro certo alguém “B”, abstraindo da aplicação e outras nuanças tecnológicas , a identificação/localização do equipamento da origem “A” e do equipamento do destino “B” é através de um endereço, ou seja,atualmente é o endereço IPV4.
O IPV4 é constituído de 32 bit´s e traduzindo isto para nosso habitual, ou seja, um sistema decimal, seria um número tipo 201.101.188.121, um CEP seria 77.897-200, uma placa de carro seria MHA 7045. Isto implica que CEP , PLACA e também os endereços IP tem uma limitação em termos de combinações/quantidades possíveis. Ocorre que em função da proliferação do “everything over IP” não há mais endereços IP disponíveis.
Vocês devem estar pensando:
E agora, como os futuros internautas vão se comunicar?
Prevendo isto os organismos que tratam da “gestão”(e aqui não cabe detalhar) da Internet, desde 1994, começaram a definir um novo esquema de endereçamento: o “IP Next Generation”, ou o que atualmente chamamos de IPV6.
Então está tudo resolvido ? Pensarão vocês.
Não é muito bem assim. Vamos supor que em um determinado momento os correios, ou quem de direito, determine que devido ao esgotamento de combinações, o CEP passará a ter 48 dígitos em substituição da codificação antiga que era de 8 dígitos, algo tipo: 789643.567324.987654.098765.098765.098765.674635.526378
Duvido que alguém guarde de cabeça...
No tocante ao IP ocorrerá o seguinte : passará dos 32 bits para 128 bit´s, algo tipo:
2001:0db8:85a3:08d3:1319:8a2e:0370:7344 sendo esta representação em sistema hexadecimal.
Esta nova numeração traz vários aspectos tecnológicos e humanos que merecem alguma reflexão ( e aqui não quero ser o cavaleiro do apocalipse):
01 – o quanto as empresas se prepararam, ou prepararam seu corpo técnico, para essa mudança,
02 – quais as implicações tecnológicas nos equipamentos de rede ( upgrade de versões, bug´s, compatibilidades etc)são conhecidas,
03 – quais implicações no tocante a diversidade de aplicações e sistemas operacionais que hoje rodam nos servidores;
04 – quais implicações envolvem o “convívio” das duas versões de IP;
05 – quais as vulnerabilidades conhecidas no tocante a segurança;
06 – quais as variações/alterações nas configurações de QoS, MPLS, VPN, MTU etc;
e por aí vai.
Galera da rede! Mandar um ping no 201.101.188.121 tá no sangue, mais mandar um ping no 2001:0db8:85a3:08d3:1319:8a2e:0370:7344 vai ser punk...Acho melhor começarmos a mudar, vamos dizer: o modelo mental.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Oi ! Desemprego simples assim....


Em agosto de 2009, por mérito, coincidência, falta de opção ou sorte, meu artigo “Telecomunicações : a evolução tecnológica e a empregabilidade do setor”, foi aprovado , apresentado e divulgado no XII-Semead ( Seminário de Administração PPGA-FEA-USP).
O mote do artigo era o desafio perene da atualização, ou upgrade, dos conhecimentos tecnológicos, imposto ao profissional do setor, visando a garantia da empregabilidade.
O artigo tem como resumo :

“O mundo chegava ao início de uma nova década, os anos 70. As duas grande guerras já eram recordações sombrias do passado cujo legado era um mundo politicamente e economicamente dividido, todavia nas artes, na música, na ciência, na tecnologia e na sociedade várias inovações eram vislumbradas e iniciávamos um período fértil da criatividade humana no seu contexto mais amplo sob o signo da aurora de uma nova revolução.
A evolução tecnológica e a Internet começam a disponibilizar para as organizações e para o ser humano uma nova dinâmica nas relações sociais, culturais, profissionais e educacionais. Este artigo tem por objetivo evidenciar o desafio imposto por essa transformação, através da análise e da formatação de informações obtidas em uma pesquisa realizada em 2008 com trezentos profissionais, para manutenção da empregabilidade na área de Telecomunicações”.

A Revolução do Informacionalismo, como comentado pelo Manuel Castell em seu livro “Sociedade em Rede” (recomendo a leitura) ,é com certeza o grande acontecimento do final do século XX e somos afetados, direta ou indiretamente, para o nosso bem ou nosso mau; pela mesma. Já pensaram no “The day the Internet die.....”, algo tipo o 2012 tecnológico, onde o worflow genérico das organizações mundiais , cuja fundação tecnológica é o “everything over IP”, ficaria inoperante por 24 horas?
No Brasil , a privatização do setor de telecomunicações, a regulamentação do setor e o avanço tecnológico, com certeza permitiram melhorias significativas no oferecimento do serviço prestado, mas devido ao ranço cultural da colonização baseado na garantia do atendimento ao próprio interesse, os conchavos “político&empresarial” permaneceram e algumas “fusões de empresas” patrocinadas pelo BNDES com a anuência do CADE e da Anatel implicaram no “bônus” da perda de emprego para uma legião de profissionais da área de Telecomunicações.
O meu caso, como o de outros profissionais do setor, deveria servir de insumos para tese de mestrado da área do comportamento humano, algo tipo :
“ A mudança do modelo mental imposto pela necessidade da mobilidade operacional visando a otimização de processos e recursos humanos para garantia da lucratividade do setor e do emprego”
Para exemplificar : 10 anos de empresa privada (viajando pelo Brasil), 12 anos de empresa estatal, 12 anos de empresa privatizada com direito a automação de processos, centralização de processos, redução de RH, disponibilidade e pressão “diuturna”, mudança de cidade/estado etc.....
Algumas considerações:
Mudança da relação empregadoXempregador
Dinâmica do mercado
Globalização
Opções profissionais em constante mutação ( daqui há uns dez anos várias profissões não mais existirão)
Mobilidade, inovação, mudança, criatividade, disponibilidade etc
Necessidade da manutenção da competitividade
Estratégia
Lucro
Tecnologia
Sistemas, Procedimentos e Processos
Todos estes aspectos devem ser considerados pelas empresas visando a sua sobrevivência, mas sinceramente,e aqui eu falo por experiência própria, o grupo gestor de algumas empresas no Brasil é INEPTO e lembra um partido político cujo discurso e a prática viraram uma, vamos dizer, dicotomia.
Hoje, conforme divulgado pela RBS, a empresa Oi demitiu quinhentos profissionais de Call Center. Ainda bem que o nosso ilustre poder executivo tem um tal de “auxílio desemprego”.
Tudo pelo Social.........................
http://www.youtube.com/watch?v=V25dmbvf4p4

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Old man and the hole in the wall

http://www.youtube.com/watch?v=Xx8vCy9eloE


video
Olá queridos nômades e nativos, as águas de janeiro “abriram” o verão?
Não irei discorrer sobre o fato, que já é corriqueiro e como disse o Ricardo Amorim:
“Se as eleições, no Brasil, ocorrerem em janeiro as fatalidades advindas do “choro da natureza” serão no mínimo “minimizadas””.
Se dizes...............
Bem, o melhor da semana chegou via e-mail de meu amigo “ermitão” de Barra do Piraí.
A primeira trata de um vídeo da empresa Telia intitulado “Why old men need cell phones” e se trata de mais um show de criatividade e humor das agências de propaganda. Deve ser criação da visão publicitária genial do Olivetto europeu.
E a outra é um vídeo postado no Youtube cujo título é “O buraco no muro” e que seria um plágio redundante tecer comentários.
O interessante é que ambos trata de tecnologia e toda essa necessidade de “still alive” no mundo connecting people .

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bullshit



Olá nômades e nativos!
Espero que todos estejam na paz e que 2011 reflita os frutos da “simbiose” entre o desejo e o mérito de cada um.
Há alguns dias recebi um e-mail de meu grande brother “gaulista” (gaucho&paulista) no qual ele comentava sobre meu blog :
-Desde o dia 15 de dezembro nada?
Eu respondi :
-....a inspiração está de férias. Quem sabe algo acontece e teremos novidades no blog.
É claro que vários fatos relevantes ocorreram, em nosso belo planeta, neste início de 2011 e alguns mereciam alguma reflexão ou publicação, mas neste dias de verão , entre o teclado e a praia, a preguiça e o desejo insistiam pelo segundo. Aliás é bastante engraçado observar as pessoas com suas máquinas digitais, tirando fotos até de tatuí e correndo para um Cyber , hotel , pousada ou casa de praia ( onde alguns já estão com a síndrome do three days after), embaladas no afã de publicar, ou documentar, sua “obra” nos sites de relacionamento; é a “cloud computing” de risos, poses, festas, paisagens, namorados etc; globalizado e dentro das fronteiras do relacionamento digital de cada tribo. É a utilização frenética da tecnologia para aliviar a “tensão” dos momentos de lazer. Afinal o mundo contemporâneo exige a conectividade perene . Será?
Pensando em tecnologia , conectividade e sites de relacionamento, a emissora de televisão de maior capilaridade na terra brasilis insiste na receita dos “reality no sense show” e teremos o BBB11, o retorno ou quem sabe a vingança.
O programa de trainee para supostas celebridades onde o público, similar ao que ocorria nos circos da Roma antiga, confere aos vencedores o futuro emprego que está garantido em uma revista “masculina”, em festas e eventos badalados, novelas, Domingão e por aí vai.
É bem complicado dizer não quando a grande maioria diz sim e quando este sim é bancado por quem detém o poder dos meios de comunicação, mas sinceramente não consigo assimilar algo tão insipiente como BBB, Fazenda e outros "lixos" by telinha.
É claro que muita coisa boa rola na televisão aberta e não quero aqui parecer radical, retrógado ou algo do gênero, todavia entendo que a responsabilidade dos meios de comunicação é algo que vai mais além da diversão e informação pois estes de maneira direta ou subliminar influenciam ,direta ou indiretamente, comportamentos, costumes, culturas e até escolhas.
É lógico que todo ser humano é dotado de discernimento e bom senso, cabendo a cada um a decisão do seu melhor , mas não podemos esquecer que :
“Tudo nos é lícito mas nem tudo nos convém”.
Para mim Big Brother é o Desmond Mpilo Tutu que fez um pronunciamento brilhante no evento de entrega da premiação dos melhores jogadores do mundo, patrocinado pela FIFA.
Para mim Big Brother é o motoqueiro que ajudou uma mulher e sua mãe a saírem do carro em uma enchente e que ao ser perguntado pela repórter:
- você foi bem corajoso?
Ele respondeu:
- que nada, isso foi coisa lá de cima.
É isso aí galera, minha orelha irá pegar fogo e tenho também uma mãe digital mas como disse o Big Brother Voltaire:
"Não concordo com uma única palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-la."
http://www.youtube.com/watch?v=XtiXiYMS86U&feature=fvsr
Em tempo : a ilustração deste post foi copiada do site http://bbb.globo.com/