sexta-feira, 31 de maio de 2019

A força do hábito.

Algo que escrevi no verão de 2009.

        E aí nômades e nativos, kuma ku sta ?
        Em algum lugar entre o Oiapoque e o Chuí...........
        Ele acordou afobado
        Olhou o relógio, 8h ! Carai veio, essa porra não despertou
        Levantou apressado, fez um xixi básico e tomou o "anticoncepcional" para manter a "blood pressure" nos limites aceitáveis
        Afinal, após os últimos acontecimentos, dava até para compor uma sinfonia
        Na mais que perfeita percussão embalada pela batida do coração
        Foi para cozinha, botou a chaleira com água no fogo
        Pegou o filtro de papel, colocou o "pó"
        Na caneca pôs o açúcar mascavo
        Pegou duas fatias de pão de forma, besuntou com manteiga e colocou umas fatias de queijo
        Após poucos minutos estava pronto o queijo quente e a água já havia se transmutado  em café
        Forte e com pouco açúcar        
        Foi para varanda, olhou a paisagem, sorveu um gole de café,
        Um suspiro e uma enxurrada de pensamentos
        O queijo derretido estava quente, queimou a língua
        Mais um gole de café
        Hoje parece que vai chover , o tempo está "lusco fusco"
        Os pássaros estavam entoando aquela gostosa sinfonia matinal
        A galera continuava dormindo
        Foi até o closet para escolher a roupa do dia
        A cueca, a meia , a calça,  a porra da camisa está toda amarrotada
        Escolhe outra que combine com a calça
        Antes do banho, atende aos apelos da "natureza biológica"
        O chuveiro estava no quente, mas só ele gosta de água fria
        Mudou a regulagem , e deixou a água cair em sua nuca
        Gostosa a sensação da água fria, despertando átomos, células, moléculas
        Não necessariamente nessa ordem
        Para variar caiu sabão no olho
        Mas devido ao tempo quente a água estava relaxante
        Opa! Esse banho não pode levar a vida toda
        Desligou o chuveiro
        Pegou a toalha e se enxugando veio outra enxurrada de pensamentos
        Acabou a merda dos cotonetes e ele esqueceu de comprar
        Fio dental, escovou os dentes , enxaguante
        Vestiu a cueca, a meia e a calça
        Colocou o desodorante 
        Vestiu a camisa e borrifou o perfume e colocou o lenço no bolso da calça  
        Estava pronto, beijou-a no rosto mas ela permaneceu dormindo
        Fez a matula com frutas e pegou a mochila
        Tocou rumo ao trampo
        Saiu do condomínio e caminhou pela rua
        Começou a chover forte e ele voltou em casa
        Entrou e pegou o guarda chuva
        Ao sair novamente , ouviu-a chamar seu nome
        Ele foi até o quarto e ela já estava acordada, pois sentira a falta do aconchego comum, olhou para ele e perguntou:
        Aonde você vai ?
        Vou trabalhar , ele respondeu
        Ela disse : Vem aqui pertinho
        Ele sentou a seu lado
        Ela também sentou na cama e o lençol , pouco a pouco, deslizou sob seu corpo
        Sua camisola era transparente, sensual
        Havia o cheiro doce e mágico das manhãs no ar
        Como se fosse primavera
        Ele a observou e tocou os detalhes de seu corpo
        Moreno, macio, sedoso
        E veio a sua mente uma letra da dupla Mumm-Ra Roberto e Erasmo 
        "Os botões da blusa que você usava
        E meio confusa desabotoava
        Iam pouco a pouco me deixando ver
        No meio de tudo
        Um pouco de você"
        Ele pensou: estou super atrasado
        Mas que se dane
        Depois invento uma desculpa
        Ela sorriu
        Ele também sorriu
        Ela olhou nos seus olhos, o envolveu em um gostoso abraço
        E lhe deu um beijo carregado de ternura
        Ele ficou super excitado
        Aí ela sussurrou no seu ouvido:
        Você está aposentado...........................................
        
        Para vocês, um belo fim de semana
        By Brother51º
       

quinta-feira, 7 de março de 2019

Simplesmente mulheres


Com certeza não sou o Joe Castleman e jamais ganharei um prêmio de literatura, mas gosto de rabiscar aquilo que penso, aquilo que habita minha mente, o que inquieta minha alma. Como disse Jack: se você não sente na alma, não vale a pena.

Mulher! Como entender o Sapiens feminino? Este ser “tão enigmático”, para os demais Sapiens.
Talvez possamos "explicar" o ser mulher, utilizando as belas histórias/estórias produzidas pela sétima arte.

Mulher é Yakitza, dócil, resignada, amiga, batalhadora, meiga, carinhosa. Sofre com o preconceito, o machismo, a violência de seu tempo, mas é perseverante, corajosa, forte.

Mulher é Tish, marcada pela violência do racismo, mãe sozinha de marido preso. Como inúmeras mulheres das periferias do mundo, Tish sofre discriminação, assédio e violência por causa de sua raça e sua cor.

Mulher é Ana, ou Sarah ou Abgail um triângulo amoroso visando sobreviver no mundo hipócrita do poder pelo poder. Vaidades, interesses, astúcia, orgulho, medo, ódio, amor, desespero, mentiras e verdades. A dependência emocional fomentada pela solidão do trono.

Mulher é Joan, que abdicou de seu talento para projetar seu marido. Mãe e esposa renunciando ao seu poder criativo em um mundo machista e preconceituoso.

Mulher é Ally, que tenta libertar o Jack, aprisionado nos seus medos e nas drogas. Talentosa, amorosa, carinhosa, inteligente e sutilmente bela. A poetisa que Joan não “ousou” ser. 

Além das mulheres da ficção, existem as Marias, Marieles, Aciolis, Clarisses, Amélias, Joanas, Cecílias, Adélias, Juanas, Mauds etc. Celebridades e anônimas que seguram a onda, que lutam pela sobrevivência, pela igualdade, pelo empoderamento.

Enfim , mulher é a melhor "versão" do Sapiens. Um ser maravilhoso, belo, sensível, enigmático, forte. 

Mulher é simplesmente mulher.

Para todas as mulheres e para minha querida Lu, neste 08 de março, segue aquilo que foi fruto da inspiração e criatividade feminina. 

"Its buried in my soul"

https://www.youtube.com/watch?v=Voo86mlxZvA

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

O condutor e a resiliência


Até a penúltima década do século XX, os profissionais de Telecom tinham uma visão “operacional” da Rede, ou seja, a gerência tratava basicamente de eventos de falha e era feita uma “insipiente” análise de desempenho.
Para não ferir egos e vaidades, digo que era “insipiente” porque a mesma era baseada em relatórios com eventos ocorridos há algum tempo. Algum dinossauro em Telecom, que leia meus rabiscos, deve lembrar das famosas reuniões mensais com a Embratel.
No final dos anos noventa e mais fortemente a partir do início do século XXI, nós profissionais de tecnologia, passamos a conviver, além da convergência das redes, com termos até então pouco conhecidos ou assimilados: indicadores, metas, análise de desempenho, redundância, contingência, segurança, resiliência, mitigação, gerência de rede, gerência do serviço, gerência do negócio, sua excelência o cliente, etc.
Atualmente, podemos dizer que o UP TO DATE tecnológico nos convida a novas terminologias, conceitos e tecnologias: Cloud, Virtualização, IoT, AI, Indústria Inteligente, Smart Grid, Smart Meetering, etc.
Vivemos no mundo da tecnologia disruptiva, da Biotecnologia, da virtualidade, onde cada vez mais são desenvolvidos algoritmos que visam permitir à Inteligência Artificial se transformar em um “Ser” criado por “osmose”, códigos, bits e chip’s.
Enfim, vivemos em um momento de profundas mudanças, novas perspectivas e muitas incertezas, pois cada vez mais “o futuro é uma astronave que não conhecemos e que tentamos pilotar” (plagiando e pegando carona na bela canção do Toquinho).
Vocês devem estar pensando:
- Onde esse cara quer chegar?
Vamos lá, Segurança X Contingência X Resiliência é a tríade básica de sustentação para qualquer serviço, ou prestação de serviço, notadamente aqueles cujos riscos são elevados pois implicam em perda de continuidade com consequências graves, ou perda de vidas. Nos últimos dias tivemos: Brumadinho, Ninho do Urubu e hoje a Supervia no RJ.
Pelo que foi divulgado na mídia, nas três ocorrências a “tríade” básica não foi contemplada; seja por incompetência, irresponsabilidade, corrupção ou omissão dos provedores do serviço, das empresas e do estado. Cabe ressaltar que implementar a “tríade” envolve pessoas, treinamento, sistemas, procedimentos e custos.
Segundo o Grande Gilson, um cara que conhece tudo de Gerência de Redes, no caso da Supervia é possível que o alarme não tenha subido ou a parametrização estava com o tempo muito longo. Um diagnóstico distante do entendimento comum.
Em Brumadinho, no Ninho do Urubu e na Supervia a não preocupação com o básico de gerência se traduziu em tristeza, angústia, sofrimento, desespero e morte.
Hoje assistimos em “real time” a luta incansável dos bombeiros para salvar Rodrigo, o condutor. Depois de quase oito longas horas Rodrigo foi resgatado, mas a resiliência humana, além de “algoritmos” biológicos, depende de outros “algoritmos” que alguns chamam de acaso, outros de destino e outros de desígnios do Pai. Foi um desfecho triste e solidário para uma ação tão nobre de tantos profissionais bombeiros.
Nas terras tupiniquins, tanto a Gestão privada quanto a Gestão pública, nas suas respectivas competências, não conseguem, no mundo da Virtualidade, da Cloud, da Biotecnologia, da Inteligência Artificial etc. aplicar os conceitos básicos para gerenciar infraestruturas e, por conseguinte, a prestação de serviços.
Diante desses fatos, infelizmente, parece que vivemos a era da gestão empresarial “disruptiva” que “patrocina” os poderes públicos cuja melhor definição de gestão é: promíscua.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Eu reconheço em ti aquilo que conheço em mim.

Olá pessoas, paco esto kun vi!
O tempo 2018 termina e 2019 inicia seu momento, em um ciclo contínuo e em um espaço de tempo no qual nosso pequeno planeta "cirandeia" em torno do Sol.
2018 foi algo singular nas terras tupiniquins, pois como em uma Cavalhada contemporânea encenamos uma guerra virtual de opiniões onde predominaram o egoísmo, o orgulho, a intolerância e alguns equívocos de conhecimento e entendimento em relação a ideologias, regimes políticos etc e pitadas de posicionamentos políticos, religiosos e econômicos os quais creio que Adam Smith, Marx, Engels,  Lutero, Kardec e outros, tenham estremecido em alguma morada da casa do Pai. Algo tipo "The shallows - What the Internet is doing to our brains" by Nicholas Carr ou quem sabe nossa caminhada rumo as "profecias" do brilhante Yuval Harari.
O mundo da Sociedade em Rede , da Era do Informacionalismo , conforme descrito pelo também brilhante Manuel Castells, mudou de forma radical e definitiva nossa existência, em um contexto mais amplo, porém nossa essência continua moralmente "acorrentada" há 2018 anos, para não ser tão remoto.
O processo eleitoral tupiniquim  oscilou das mais variadas bobagens a reflexões bem interessantes, o que a meu ver foi até "propositivo", principalmente no tocante a comportamentos e posicionamentos. Falamos muito e ouvimos pouco, comprovamos que conhecemos nosso processo politico, cultural, econômico e social com uma superficialidade preocupante, nossa visão holística do mundo tem miopia. 
Por um lado demos um show replicando fakes and fakes "patrocinados" por um MAINFAKE verde e amarelo e inspirado em Trump e seus bad boys e  pelo outro tivemos discursos piegas daqueles que perderam a oportunidade de fazerem a diferença, enquanto detentores do poder. Um grande desafio para historiadores, pesquisadores e seus papiros.
Fazendo uma reflexão solitária sobre , me veio o momento o qual a Lu estava participando do curso de Terapia Comunitária Integrativa , cujo criador é o  Dr. Adalberto Barreto e que é definida como: 

                   "um instrumento que nos permite construir redes sociais solidárias de promoção da vida e mobilizar os recursos e as competências dos indivíduos, das famílias e das comunidades. Procura suscitar a dimensão terapêutica do próprio grupo valorizando a herança cultural dos nossos antepassados indígenas, africanos, europeus e orientais, bem como o saber produzido pela experiência de vida de cada um".

Pensando em nosso desafio de absorver a tecnologia, sem nos "perverter" , me chama atenção: "construir redes sociais solidárias."

"Eu reconheço em ti aquilo que conheço em mim" para o bem e para o mal, algo que a Lu me fala, que rola na Terapia Comunitária, e que sempre me, vamos dizer, incomoda.

Afinal, o sucesso de nosso relacionamento é dependente do equilíbrio que vamos conseguir entre o teu e o meu desejo. 

Que em 2019 possamos, realmente, construir redes sociais solidárias, quem sabe inspiradas na Terapia Comunitária e mesmo que estas sejam virtuais.

- Dia 25 de dezembro, grande parte da população mundial comemora e troca presentes, infelizmente esquecem do aniversariante e seus ensinamentos - 

https://music.youtube.com/watch?v=Uqvqc2o38tw&list=RDAMVMUqvqc2o38tw












terça-feira, 29 de maio de 2018

Uma nova Revolução Cognitiva


Em 2016 e 2017 eu era colaborador da Escola de Pais do Brasil e fiz algumas palestras em algumas escolas e empresas. Os temas abordados sempre giravam em torno de famílias, educação e tecnologia. Em uma das palestras eu iniciava fazendo referências ao início da humanidade, ou melhor, o surgimento do Homo Sapiens, a Revolução Cognitiva, a Revolução Agrícola, a Revolução Científica e Revolução Industrial. Dentre essas, a Cognitiva é a abordagem mais difícil, pois não se tem uma precisão do como, porque, onde ou quando, exatamente, aconteceu a mesma.
Talvez a cognição humana tenha surgido após Eva ter comido a maçã, talvez tenha surgido com a povoação, no planeta, dos espíritos da raça adâmica ou quem sabe o Fernão Capelo “Sapiens” estava cansado da mesmice e do marasmo de sua realidade existencial e alçou novos voos descobrindo que o “viver” era muito mais do que caçar para comer, sem se importar se estaria no inferno ou no paraíso.
Independente de como a Revolução Cognitiva ocorreu, ela foi um marco, o qual podemos chamar de: a necessidade do Homo Sapiens entender seu mundo e seus sentimentos de uma maneira, vamos dizer, holística.
Após a revolução cognitiva, todas as demais ocorreram e talvez possamos chama-la de “a mãe” de todas as revoluções que se seguiram.
Atualmente estamos na Terceira ou Quarta Revolução Industrial, ou Revolução da Informação, ou Revolução do Informacionalismo, ou Revolução Tecnológica, ou Revolução Virtual. Costumo dizer que nasci analógico, estou envelhecendo digital e desencarnarei de maneira virtual.
Juntamente com esta Nova Revolução, vivemos a era da superficialidade, do imediatismo, da necessidade da onipresença social, dos direitos perenes e dos deveres efêmeros, de um Deus particular, do Eu, da necessidade sufocante de ser feliz e “eterno”, da futilidade do aqui e agora.
Vivemos de verdades individuais e absolutas, de consumos incontroláveis, do gozo eterno, dos prazeres sublimes. Não ouvimos, precisamos falar, opinar, julgar. Meu reino, meu mundo, somos a essência da hipocrisia.
E que que nos resta? Onde iremos chegar? Creio que se faz urgente uma nova Revolução Cognitiva, talvez uma Revolução Cognitiva Comportamental (os psicólogos irão adorar). Uma introspecção direcionada para a nossa sobrevivência enquanto Homo Sapiens, uma nova abordagem de nossa realidade existencial, uma profunda e difícil mudança interior , a conscientização de que o “EU” não sobreviverá sem o “NÓS”.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Pela paz que eu não quero sentir


Olá pessoas, em um post de meu blog publicado em 10 de outubro de 2010, eu escrevia:

- “para exorcizar os "vícios" herdados desde 1800, onde o povo da favela é "usado" ao bel prazer do dono da "senzala"

Este post descreve meu entendimento/interpretação do filme Tropa de Elite 2 e outro dia estava conversando com um amigo sobre a violência no Rio de Janeiro, em um determinado momento falei:
- Para entender como funciona o “sistema” carioca, veja os filmes Tropa de Elite 1 e Tropa de Elite 2, pois com maestria impar os filmes retratam o “modus operandi” dos poderes paralelos, sendo que no 2 a situação fica bem clara no âmbito nacional. Para aqueles que não lembram o filme termina no Congresso Nacional.

Ontem, infelizmente, fomos surpreendidos com o assassinato brutal da Vereadora, Mulher, Inteligente, Negra e Bela Marielle Franco, cuja militância abrilhantou seu curto período na atual encarnação.
Marielle foi uma guerreira, guardada as devidas proporções foi o “Fraga” da ficção, na realidade do Legislativo Carioca.
Como grandes personagens da história de nosso pequeno planeta, Marielle se eternizará como Luther King, Gandhi, Chico Mendes, Patrícia Acioli e com certeza será a chama, o símbolo de uma  mudança há muito esperada.

Que sua morte nos faça sair da bolha, da triste linha de conforto, que nos faça levantar a bunda da poltrona.
Que sua morte nos inspire a coragem para mudar e entendermos definitivamente que todos, ricos, pobres, negros, brancos, vermelhos, amarelos, pardos etc partilhamos o mesmo “ecossistema” e que o desequilíbrio do mesmo afeta a todos.

Não queremos milicias, não queremos comandos, não queremos esta corja de empresários travestidos de políticos, não queremos os "coronéis" do poder, não queremos um judiciário que julga pelo empirismo de seus interesses e cuja jurisprudência é diretamente proporcional ao poder financeiro ou político do réu.

“A minha alma tá armada
E apontada para a cara
Do sossego
Pois paz sem voz, Paz sem Voz
Não é paz, é medo” O Rappa.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O Natal e o Verbo

Estava eu pedindo para a Lu, utilizando a onisciência e onipresença da Internet, trazer umas empadas para nosso lanche noturno.
Para quem não conhece, no centro de Floripa, na Esteves Junior, tem uma lojinha chamada Empada Mania, eles fazem a melhor empada que comi até hoje. Tem uma de carne seca que é literalmente o bicho! Vale conferir.
Após meu pedido, made in whatsAPP, me veio o insight para rabiscar minha mensagem de natal. Insight é algo estranho, é tipo, de repente, não mais que de repente.
Na real já estava lucubrando há alguns dias sobre o que escrever no Natal, em um mundo onde a “evolução moral” está despencando ladeira abaixo e a data nos leva a resgatar a bondade do Bispo Nicolau, que viveu no século III e morreu em 6 de dezembro e os ensinamentos de Jesus, O Cristo.
Em um primeiro momento me veio:
- Qual a relação de Nicolau, Papai Noel, árvores de natal, neve, presentes e Jesus?
- Pelo que sei, nenhuma.
Essas “peculiaridades” históricas são bem interessantes, pois pensando em Brasil, comemoramos o 25 de dezembro, fazendo referência a um velhinho, que utiliza um trenó com renas para se locomover na neve e entregar os presentes nas chaminés. A primeira dúvida, que surge, é: em nosso país de clima tropical, onde estão a neve, as renas e as chaminés?
Outra questão histórica é a inexistência do conhecimento da real data do nascimento de Jesus, O Cristo. O nosso maior profeta, nossa referência moral, fica como coadjuvante para justificativa da data.
Independente de todas estas “dúvidas”, em algum momento, talvez os comerciantes, a igreja ou mesmo os poderes públicos resolveram juntar tudo para atender as carências existenciais em um mundo colonizado e globalizado, e unificar o exemplo de São Nicolau com os ensinamentos de Jesus, personificando-os em alguém chamado Papai Noel.
Enfim, a história de um povo é a base que forma e sustenta as características deste povo. Esquecê-la ou omiti-la fomenta a manipulação de realidades culturais. É como festejar o Halloween e não conhecer a lenda do Saci-pererê.
Bem, como diria o poeta em sua música: “tenho lido muitos livros e conversado com pessoas”, e pensando em São Nicolau e em Jesus, O Cristo, encontrei em um pequeno livro uma bela mensagem que entendo servir para todas as pessoas de nosso pequeno mundo colonizado, globalizado e com suas diversidades:

“Assim como os universos foram criados pela palavra de Deus, assim também nossos pequenos mundos individuais são criados por nossas palavras.
E as palavras são a manifestação dos pensamentos, a fim de criar um mundo de paz e beleza, de saúde e felicidade, através de palavras amáveis, corteses e animadoras.
Lembre-se de que, uma vez proferida uma palavra, nada mais a destrói.
O homem não pode viver isolado.
Lembre-se de que cada companheiro de jornada é um amigo que o ajuda e a quem você precisa também ajudar.
A cooperação existe entre todas as coisas vivas.
Procure você também cooperar com tudo e com todos, em benefício da própria Terra que o acolhe bondosamente, permitindo sua evolução.
Ajude sempre, e jamais desanime.” Minutos de Sabedoria, Carlos Torres Pastorino.


Desejo que neste natal, espíritas, espiritualistas, católicos, protestantes, mulçumanos, budistas, taoístas, confucionistas etc, entendam a força do Verbo, para o bem.

Um belo 2018 para vocês.