domingo, 7 de março de 2021

Os insights do Universo Feminino



Após algumas mudanças em nosso quintal , a Lu havia demandado para o Th do meio um "desenho" em um muro de nosso quintal e neste final de semana uma bela ilustração de São Francisco, começou a alegrar e embelezar o nosso jardim.
Mas em que momento essa ilustração começou a se concretizar?
Há alguns anos, ainda no DF, a Lu chegou em casa e viu o TH do meio olhando para uma figurinha e tentando fazer o mesmo desenho em um papel. Ela então perguntou ao Th:
- Tu gostas de ilustrações, gostas de desenhar?
Ele respondeu:
- Gosto.
A Lu conversou comigo e sugeriu que deveríamos procurar uma escola de desenho para o Tharso exercitar sua criatividade.
Ela matriculou o Tharso e com o passar do tempo, ele começou, cada vez mais, a se interessar por desenhos, inclusive participou de um projeto bem legal, no DF, chamado Picasso não pichava.
Os anos passaram, viemos para Floripa, o Th do meio se formou em design, fez pós e hoje é ilustrador. Portifólio em tharsoduarte.com.
Essa atenção, esse olhar para com o outro, essa empatia, esse insight foi o que a Lu teve em relação a percepção das habilidades do Th, ainda pequeno, o que com certeza contribuiu para o caminhar profissional e artístico do Th do meio. 
Entendo que a grande diferença entre os Universos Feminino e Masculino, seja essa, os insights que o mundo masculino não tem.
O mundo feminino tem essa coisa, essa visão holística, essa facilidade da observação, essa percepção dos detalhes.
Os TH´s não tem um pai diferente dos outros pais, mas com certeza tem uma mãe que fez e faz a diferença em suas vidas.
Para os insights do Universo Feminino, que aqui personifiquei através da Lu, um belo 08 de março de 2021.






quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

A empatia da alteridade

    Outro dia estávamos em nosso momento, que eu chamo, "reflexão existencial"; momento este que o espiritismo denomina de culto no lar.

    É aquele momento o qual tentamos alcançar alguma evolução moral, e espiritual, através da leitura dos ensinamentos do Cristo tentando "pavimentar" o nosso caminhar enquanto espíritos eternos.

    Em um dado instante de nosso estudo e em função de nossas mazelas contemporânea, eu falava da carência  de empatia diante de momentos tão tristes e difíceis, quando o Th do meio falou que eu deveria utilizar a palavra alteridade ou invés de empatia.

    Após pesquisar o significado e sinônimos de alteridade e empatia, entendo que podem até ter a mesma conotação mas há diferenças no significado das mesmas, dependendo da fonte pesquisada.

    Ao receber um post enviado pela Lu, referente a tragédia dolosa que ocorre no Amazonas , pensei em escrever algo sobre empatia e alteridade, então me veio à mente as fotos que representam momentos distintos, em épocas e em locais diferentes de nossa "aldeia global".

    Foi a melhor maneira que encontrei para definir o significado de empatia e alteridade, ou a falta de ambas.

    Pense nisso!

    #fiqueemcasa

    #AbraceAVacina



 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Como será o amanhã?

                                            Ilustração Tharso Duarte - tharsoduarte.com

A meia noite do dia 31 de dezembro de 2019, estávamos comemorando o fim de um ano e o início de mais um ano, 2020. Brindamos com amigos e familiares, assistimos ao espetáculo pirotécnico da queima de fogos, fizemos vários posts em redes sociais, pulamos as ondinhas na praia, fizemos várias reflexões e “promessas” visando um upgrade no nosso corpo e no nosso espírito. 
Chegou o carnaval, e tudo parecia estar dentro da “normalidade” existencial de nossos tempos, mas, de repente surge a notícia: 
- O VÍRUS 
A população, de nosso pequeno planeta, ficou atônita diante do que estava ocorrendo. Na Ásia, Oceania, África, Europa, Américas, nosso algoz chegou silenciosamente, “democraticamente”, para pobres, ricos, brancos, negros, pardos, amarelos, católicos, espíritas, mulçumanos etc. Holisticamente nos impôs a doença, suas consequências e mesmo após 10 meses continua, inexoravelmente, com sua “ira”, provocando seus efeitos: mortes, desemprego, isolamento, incertezas, depressão, etc e também desafiando a capacidade de gestão, responsabilidade, honestidade e coerência dos poderes públicos, no que poderíamos chamar de: a “dicotomia” saúde&economia.
Diante deste cenário, o mundo sentiu na pele a urgência de um planejamento de políticas de estado únicas, coerentes com a realidade da Pandemia, o que infelizmente não ocorreu, em alguns países, notadamente nas terras tupiniquins. O “modus operandi” da humanidade foi alterado drasticamente e o “prejuízo” econômico, social e humano, tornou-se universal.
Em contrapartida descobrimos que nossos heróis, vestem jalecos brancos, macacões azuis, ou verdes ou amarelos e como “Dom Quixotes” enfrentam um inimigo, invisível, perigoso e cruel, em uma luta incansável para preservar nossas vidas, mesmo diante de tantas dificuldades, falta de apoio e descaso por parte daqueles que deveriam prover os recursos mínimos necessários, no tocante ao SUS, diante de uma situação tão crucial. 
Nossos heróis são de carne e osso, também morrem e precisam urgentemente de nossa ajuda, nosso isolamento social, nossa utilização perene de álcool, máscara, sabão e água. Nossos heróis precisam de nossa sensatez, nossa coerência, nossa lucidez, nosso amor e respeito da vida de um para com o outro. Se não o fazemos por nós, que façamos por eles que merecem nosso respeito, nossa admiração, nossa gratidão. 
No momento estamos na perspectiva da cura que a vacina irá nos proporcionar, algo que trouxe uma discussão surreal e irresponsável entre os “poderes”, na “terra brasilis”, e independente de posicionamentos bizarros não podemos esquecer que será um processo lento, que nossa “redenção” ainda irá demorar e as mazelas causadas pelo vírus permanecerá, com menor ou maior intensidade, em 2021. 
Aos médicos, enfermeiros, técnicos, infectologistas, enfim aos profissionais de saúde, nosso eterno muito obrigado. 
Para a humanidade, resta a difícil e perigosa reflexão:
 - Como será o amanhã?
A resposta está dentro de nossas mentes e em nossos corações.
Neste Natal, neste final de 2020, #fiqueemcasa.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Rabiscando os 63.

                                               Foto do mago das lentes Milton Ostetto

Quando fiz cinquenta anos, rabisquei umas frases intituladas: Um novo Cinquentar.

Quando fiz sessenta anos, rabisquei outras frases intituladas: E se você descobrisse que morreria na semana que vem, o que farias?

Neste embalo, iria rabiscar outras frases aos setenta anos, mas a ressignificação oferecida pela Pandemia me fez, também, rabiscar os 63.

O momento atual se tornou “fértil” para as mais variadas "crises" existenciais, que oscilam entre pessimismos, otimismos e até indiferenças, e dependem de uma quantidade enorme de variáveis que deixaram de atender nossas expectativas e novas variáveis que nos desafiam ao reaprender fomentado pelas exceções, entendendo a palavra como : desvio de um padrão estabelecido, rompimento do que se considera normal.

Nas terras tupiniquins, pensando em políticas públicas, a Pandemia teve “conotações” das mais diversificadas, surpreendentes e irresponsáveis, possíveis; e aqui não irei mencionar os devaneios do governo federal que extrapolaram, o que resumirei bondosamente, em : inexistência de bom senso, ou seja, falta de equilíbrio nas decisões ou no julgamento em cada situação que se apresenta.

Desde março, sonhos não foram realizados, projetos foram interrompidos, negócios foram cancelados, empregos foram perdidos, o stress profissional migrou para o lar, ratificamos o convívio como nosso maior desafio, vidas "anteciparam" suas mortes, o virtual se fez onipresente, o recomeçar se fez desafiador, o início ficou bem mais difícil.

Desde março, somos testemunhas e/ou atores de belas ações de solidariedade, de mobilizações para ajudar aos mais carentes e vulneráveis, de uma demonstração universal do profissionalismo e dedicação dos trabalhadores da saúde frente a Pandemia.

Desde março o CH3CH20H e suas nuances tornaram-se nosso aroma predileto e a máscara, das mais variadas "versões", tornou-se item obrigatório de nosso vestuário.

Desde março, os defensores e praticantes do modelo liberal mundial estão "aprendendo" que saúde, assistência social e educação, notadamente, não "sobrevivem" sem ajuda e ações daqueles que governam, independente de frágeis ideologias.

Desde março, somos personagens de uma possível ficção, do grande Saramago, na vida real.

No vivenciar dessas situações e respectivas consequências, o que mais me surpreende, diante da Pandemia, é o comportamental humano no tocante ao que eu chamaria de: a dicotomia do ser.

Uma parte da população assimilou a necessidade de uma visão holística do mundo, o olhar para com o outro, a solidariedade, a compaixão, a doação. A certeza de que o “eu” sem “você”, nos remete a um mundo efêmero, sem perspectivas, sem evolução, sem sentido.

Outra parte da população acredita que a terra é plana, uma 460 S&W Magnum nos livra de todo o mau/mal, a Pandemia é um resfriado, usar máscaras é para os fracos etc. A certeza de que o “eu” sem “você”, nos remete a um mundo perene, seguro, soberano, evoluído, perfeito.

E uma outra parte não concorda e nem discorda, muito pelo contrário, o importante é o que interessa, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Independente de posicionamentos tão paradoxos, a Pandemia nos obrigou a encarar nossas incoerências, nossa “teogonia” (pensando na criação do universo), nossa relação com a solidão, nossa unicidade, nossos anjos e nossos demônios, nosso “equilíbrio” entre o desejo e a necessidade. Com a chave na mão queremos abrir a porta, mas depois da porta só há incertezas.

Diante deste contexto, como seremos/estaremos na “pós” Pandemia? Sinceramente não arrisco palpites. Diante de algumas evidências e informações, prazos de validação, produção, insumos, logística etc., provavelmente teremos uma opção de vacina mais abrangente nos meses de abril, maio de 2021 e no futuro deveremos ter um combo HIN1&COVID19, ou algo similar, anualmente. Ainda estaremos embalados pelo vírus nos próximos 7, 8 ou 9 meses e até lá muitas surpresas poderão nos impor antigos e novos desafios.

Com certeza toda esta "angústia" passará, e restará a cada um de nós algo a "ressignificar" em nossas vidas, ou não. Enfim, o que eu aprendi nesses tempos de Pandemia aos 63 anos? Sem ser piegas, confesso: estou aprendendo a falar com Deus.

https://www.youtube.com/watch?v=jRY0O7t_Bpc

 

domingo, 16 de agosto de 2020

A "Influencer" Guerreira da Idade Média.

 

A Lu estava em um evento virtual, aliás entendo eventos virtuais como: “Eventos onipresentes contemporâneos”, e em função do tema abordado sugeriu assistirmos um filme sobre a vida de Joana d’Arc.

A história da guerreira santa é bem conhecida pela grande maioria e eu já havia visto algumas películas sobre sua vida, mas pensei:

- Por que não rever a história da Joana?

Comecei a procurar no “Oráculo” um filme sobre a guerreira e achei um filme francês produzido em 1999: The Messenger: The Story of Joan of Arc.

Falar de temas que envolvem religiões, poderes, fé, crenças, santas, guerras etc quase sempre implica em criar polêmicas, mas como o filme inundou minha mente de reflexões, inquietações e lucubrações, vou arriscar, ressaltando que minhas divagações são baseadas no filme e podem não corresponder a realidade dos fatos ocorridos na época.

O filme começa em 1420, na época da longa treta entre ingleses e franceses, algo tipo palestinos e judeus, que rolou durante 100 anos. Joana estava com oito anos e já tinha os insights celestiais pouco comuns aos “mortais”. Em um ataque desferido pelos ingleses a sua vila, Joana perde sua irmã de forma brutal e a partir deste momento sua relação com a vida terrena e espiritual muda de forma radical.

Joana começa a viver em “transe” entre o céu e a terra, entre visões e chamamentos, iniciando sua missão inspirada na libertação de seu povo oprimido, em função da relação de poder reinante na época, ou seja: Povo, Igreja e Monarquia.

Joana lidera o exército francês, e por acaso, destino ou desígnios divinos, mesmo muito jovem, inspira homens rudes ao ideal patriótico, alcançando vitórias em batalhas sangrentas. Com certeza nesta época éramos um pouco mais “bárbaros”.

Independente da trajetória de nossa heroína, durante a película, o que mais me instigou a reflexão foi seu momento derradeiro, período o qual passou no cárcere à espera da morte. Seu diálogo seria introspectivo ou com seu “inquisitor” celestial?

Este momento me lembrou o filme A Paixão de Cristo, dirigido por Mel Gibson, quando o emissário das trevas ficava “enchendo o saco” de Jesus, em seus momentos de sofrimento, tentando induzi-lo a questionamentos e dúvidas existenciais. Afinal, profetas e santos são humanos enquanto encarnados.

Na solidão do cárcere a guerreira santa põe em dúvida sua motivação divina. Afinal o quanto suas “fraquezas” humanas: orgulho, vaidade, raiva, dor se confundiam com sua fé, sua santidade, suas verdades? Seria ela uma mensageira santa ou uma guerreira vingativa?

Joana morreu na fogueira aos dezenove anos, por vingança de um monarca inglês orgulhoso, vaidoso e cruel, por omissão de um monarca francês desprezível e covarde, pela hipocrisia de uma igreja que a condenou e depois a canonizou, mas absolvida por sua consciência ou por seu “inquisitor” divino.

Independente de sua santidade, Joana inspirou seu povo a acreditar, a ter esperança, a lutar para resgatar aquilo que era seu de direito. Foi uma “influencer” de seu tempo e sofreu as consequências de sua ousadia em desejar um mundo justo e fraterno para todos.

sábado, 25 de julho de 2020

“THIS IS US” OR WOULD IT BE “WHO ARE WE”



Há alguns dias, o TH do meio e a Aline estavam nos visitando e entre um papo e outro ele me disse:

- Você já viu THIS IS US?

Respondi:

- Não

Então ele fez uma breve abordagem sobre a série e disse que eu iria gostar.

Bem, passaram alguns dias eu e a Lu começamos a assistir a série no Prime vídeo Amazon. Já assistimos várias séries nos mais diversos aplicativos e até então a que mais havia nos “envolvido” tinha sido Breaking Bad, mas TIHS IS US é algo mágico.

A série é muito bem escrita, com diálogos envolventes e apresentada em uma sequência entre o presente e o passado, visando e entendimento do que eu chamaria de: “o comportamental humano” na família e fora da mesma. Aliás a Pandemia está nos propiciando um belo laboratório existencial do tema.

O que me impressiona na séria é a maneira na qual são abordados temas como: racismo, dependência química, sexualidade, adoção, criação, relacionamento entre os casais etc.

Interessante ver na ficção o quanto as relações humanas influenciam nossa maneira de ser, o quanto uma pessoa pode ter influenciado na sua vida, e você na dela, sem terem nenhuma consciência dessa influência. O quanto nossas atitudes, o quanto o que foi dito e o que não foi dito, o quanto nossas mentiras e nossas verdades podem influenciar positivamente ou negativamente na vida do outro.

Interessante ver na ficção o quanto somos responsáveis pelo sucesso ou fracasso de nossa vida conjugal. Creio que toda “mulher” procura um Jack e todo “homem” procura uma Rebbeca, para um relacionamento que não permita o tédio da mesmice do cotidiano, que perpetue o tesão do primeiro encontro, que mantenha a amizade que fortalece a união e o auxílio incondicional nos momentos difíceis.

Interessante ver na ficção como nossos filhos adotam nossos exemplos, nossas atitudes ou nossos gestos; que podem eternizar, neles, frustações, medos, incertezas ou determinação, segurança, certezas.

Enfim, THIS IS US me proporciona reflexões inimagináveis em minha “envelhescência”, algo que a sétima arte nos oferece de maneira brilhante.

Vale conferir!

 


sábado, 20 de junho de 2020

Todo tempo tem seu momento


Nas areias do Pântano do Sul

Todo tempo tem seu momento
Todo momento tem seu tempo
Um despertar buscando sentidos
O leite farto nos seios materno 
A fonética engraçada das primeiras palavras
Um tudo tocar, um tudo sentir, um tudo saborear
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar

Todo momento tem seu tempo
Todo tempo tem seu momento
O cão vagando pela rua
O sabor da água da chuva 
O cheiro da terra molhada
Gente em movimento
Um querer constante, um querer querendo
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar

Todo tempo tem seu momento
Todo momento tem seu tempo
O pão e o leite no portão
O aroma suave do café passado 
A sala de aula, a professora querida
O amiguinho, a amiguinha
Brinquedos e brincadeiras
Um mundo lúdico a desafiar
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar

Todo momento tem seu tempo
Todo tempo tem seu momento
A pipa, o balão
A bola de gude, o pião
A pelada ao entardecer
O pique esconde
Pera, uva ou maçã?
O primeiro "eterno" amor
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar

Todo tempo tem seu momento
Todo momento tem seu tempo
Espinhas, cheiros e pelos
Hormônios a inquietar
Um desafinar entre graves e agudos
Um dormir ansioso, um despertar preguiçoso 
O cabelo, a calça, a camiseta, o tênis
O ensino médio, a Academia para se empregar
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar

Todo momento tem seu tempo
Todo tempo tem seu momento
O primeiro emprego
O primeiro dinheiro
O primeiro carro
Festas, galeras
Viagens, passeios
Um dia aqui, outro lá 
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar

Todo tempo tem seu momento
Todo momento tem seu tempo
Alguns dias amores, outros não
Amores Inverno, estranhos, possessivos, paixão
Amores Primavera, belos, suaves, perfumados
Amores Verão, passionais, quentes, lascivos, tesão
Amores Outono, fortes, duradouros, frutíferos
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar

Todo momento tem seu tempo
Todo tempo tem seu momento
O envelhecer perene
40, 50, 60 
O entender de que o hoje não é como o ontem
Que o futuro é o "somatório" do passado
Que o agora é uma benção
Que o amanhã será maravilhoso
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar

Todo momento tem seu tempo
Todo tempo tem seu momento
Um reaprender existencial
Família e amigos
Lugares, pessoas e paisagens
O ciclo eterno entre "berços" e "túmulos"
Cada momento um redescobrir
Cada tempo um novo caminhar