sábado, 11 de maio de 2013

A primeira briga entre as irmãs


Já passava das 23h , eu  estava só “a capa do Batman”, já havia tomado um banhão, colocado minha meia, meu pijaminha (sabe como é , no outono das  terras do Sul oscilamos entre os 11 e 28 graus) e já estava terminando minhas atividades virtuais, by Internet.
 A  Lu estava vendo a gravação da novela Global e eu pronto para ser embalado por Morfeu; em dado momento uma cena na telinha chamou minha atenção. Bem não sei os nomes das atrizes globais, mas uma delas em particular me encanta a interpretação. A personagem tem por nome  Lurdinha e na trama ela tem uma briga com a irmã Aisha por questões, vamos dizer, humano-existenciais.
Entendendo o fio da meada e sem entrar em muitos detalhes, a personagem Aisha está em crise existencial devido a constatação de sua origem pobre e humilde, e como não poderia deixar de ser está em “choque” emocional e cultural com a descoberta de sua família cujos  “valores” são tão diferentes; o que até certo ponto é natural.
Na cena rola aquele tipo de  discussão  comum entre irmãos, na qual o fator motivador seria  o que eu vou chamar de :a decepção pela atitude daquele que a descoberta, o carinho e o amor motivou a procura.
Afinal : "O sucesso de nosso relacionamento é dependente do equilíbrio que vamos conseguir entre o teu e o meu desejo."
A interpretação da bela Lurdinha foi algo brilhante e me fez constatar que , também em novelas, podemos ter o prazer de assistir algo belo, profundo e mágico, ou seja, quando uma interpretação nos leva a imaginar, por alguns instantes, que aquele momento é real. O mais interessante da trama é a tríade mãe biológica, mãe de fato, filha e a gama de emoções e sentimentos que envolve uma história bem distante da realidade da maioria de nós.
É isso aí queridos nômades e nativos, parabéns para Lurdinha que tenta nos lembrar , by telinha, que o amor para com nossas mães deve ser  incondicional.
Um beijo para velhinha, para Lu e todas as mulheres que “estão”, no contexto mais amplo:
MÃES...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O rango



Estava preparando um post cuja abordagem focava essa infraestrutura inSipiente que inspira nosso modelo de gestão tupiniquim, mais sei que  alguns iriam concordar, outros achariam uma chatice, outros achariam que tem problemas “dimais” para pensar nesta coisa “mal/mau resolvida” chamada Brasil, enfim : resolvi falar de rango; quem sabe dá rock...
Vamos dizer que na cozinha sou um mix do Paulo, do Larica Total, com  o chef Claude Troisgros e dando asas a minha imaginação, às vezes, sai algo digno de ser saboreado.
Dei uma olhada na geladeira para ver o que iria rolar no rangão do almoço, já havia descongelado uma picanha básica que havia sobrado do churras com o povo do RJ, e constatei:
- o feijão cozido tinha acabado
- os verdes eram agrião, alface e rúcula
- havia tomate, cebola, pimentões ( amarelo e vermelho)
- havia abóbora, ervilha em vagem, quiabo, cenoura e batata
Resolvi fazer um estrogonofe de picanha a lá brother, com  ervilha refogada, arroz branco e uma salada com os verdes e tomate.
Vou então compartilhar a receita com aqueles que gostam de aventuras culinárias.
01 – cortei a picanha, 1,2kg, em cubinhos e temperei com alho, sal e pimenta preta
02 – piquei a cebola e os pimentões em pedaços pequenos, adicionei azeitonas verdes para acompanhar o molho da carne
03 – lavei o arroz
04 – lavei as vagens de ervilha
05 – piquei cebola e tomate em pedaços pequenos para acompanhar o molo das ervilhas.
Vamos preparar então :
A ervilha.
Espremi alho em uma panela, adicionei sal e coloquei para aquecer com azeite de oliva. Após o alho começar a querer grudar na panela coloquei as ervilhas para dar uma refogada básica depois de alguns minutos adicionei a cebola e tomate picados com um pouco da catchup apimentado, coloquei um pouco de água e deixei cozinhar até ficar ao dente.
O arroz.
 Espremi alho em uma panela, adicionei sal e coloquei para aquecer com óleo de girassol. Após o alho começar a querer grudar na panela coloquei o arroz e refoquei durante um tempo, logo após adicionei água fervendo, deixei em fogo baixo e esperei cozinhar.
A carne
Coloquei para aquecer na panela um pouco de óleo de girassol, após ficar bem quente, joguei os cubinhos de carne dei uma refogada básica e tapei a panela. Após um tempo a carne começa a criar água, tirei uma parte da água e fui “corando” a carne com  o óleo e adicionando de tempos em tempos aquela água que havia retirado ( não adicione mais água, faça este processo com a água da própria carne). Após a carne ficar coradinha, coloquei a cebola  e pimentões em cubinhos juntamente com as azeitonas, fiz uma refogada básica adicionando molho shoyo; após um tempinho adicionei o creme de leite e deixei ferver.
A salada.
A salada foi feita com as folhas de alface, agrião, rúcula e tomates em rodela.
Então, não é que o ranguinho ficou show de bola.
Em tempo: para acompanhar suco com maracujá tirado do pé do quintal de casa.
Coisa linda !!!

domingo, 31 de março de 2013

A cerveja




Este post deveria ter como título “A criatividade”, mas pensando em uma estratégia de marketing resolvi fazer uma “chamada” mais “instigante”.
Em outros momentos já havia comentado o quanto acho genial umas sacadas da galera da propaganda, da criação do comercial, ou reclame para os mais velhinhos.

O primeiro sutiã do grande Olivetto em 1987.

O belo e emocionante comercial do Boticário no dia das mães em 2008 http://www.youtube.com/watch?v=CT4pqnbjIt8

Nesta semana, o comercial que chamou minha atenção foi o da cerveja Bohemia. Independente da concorrência monopolizada das cervejas, o comercial tem uma grande sacada, principalmente no tocante ao “choque de ideias” de uma gestão jovem e “inovadora” com  a gestão velha e “tradicional”; da galera que é “macaco velho” no negócio.

O reclame consegue, de maneira subliminar e brilhante, demonstrar a diferença dos produtos, que são concorrentes, com relação a qualidade dos mesmos, comparando os apelos propostos para apresentação dos respectivos produtos, ao público alvo.

O final do comercial é sensacional e me fez lembrar uma galera do mundo de Telecom.
A direção, de algumas operadoras, poderia aprender alguma coisa com relação a “qualidade do serviço”, ouvindo alguns dinossauros......
Fui........

quinta-feira, 7 de março de 2013

Hipátia, simplesmente mulher.


No mundo contemporâneo, além da revolução “Sociedade em Rede”, a revolução “feminina” foi tão, ou melhor, mais impactante no tocante a, vamos dizer : relacionamentos, direitos e deveres.
Creio que em toda a história, nenhuma  “espécie” obteve tantas "conquistas", como ocorreu com o mundo feminino nos últimos 10 anos, e isto foi muito bom em todos os aspectos.
Há alguns dias comecei a ler o “Evangelho segundo Jesus Cristo” do grande Saramago. Já nos primeiros capítulos o que me chamou atenção especial  foi a descrição do papel da mulher, na sociedade da época , na  maneira magistral de como Saramago descreve Maria, sua relação com José e o quanto as mulheres ficavam em “segundo plano”, até a mãe de Jesus.
No domingo passado assistimos o Filme Alexandria, o filme retrata a época de 400DC, a disputa pelo poder entre judeus e cristãos e no meio do caminho uma mulher brilhante chamada Hipátia cujo grande pecado foi ter uma personalidade forte e ser filósofa.
O dia internacional da mulher teve como “inspiração” um fato trágico, ou seja:
“História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).”
Pensando na condição feminina e que, infelizmente, até nos dias de hoje ainda há aliciamento, agressões, tráfico e uma discriminação velada  com a mulherada; dedico este post às “Hipátias” AC e DC, as Hipátias da fábrica de tecido, as “Hipátias” que seguram as pontas de seus lares, maridos e filhos e as Hipátias que disseram NÃO mesmo quando o mundo dito masculino queria um sim inconsequente, obediente e escravo.
Repetindo o grande Gilberto Gil : “ Quem sabe o super homem venha nos restituir a glória, mudando como um Deus o curso da história, por causa da mulher”.
Um beijão para a mulherada.......

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nossos filhos



A velhinha tentou sentar em uma cadeira de rodinhas e aos 87 anos não podia dar outra, caiu com a bunda no chão. Depois de algumas idas e voltas está passando uma temporada aqui em casa.
Hoje a Lu está em um evento, o Th mais velho foi para Ratones, o Th mais novo ainda está embalado nos braços de Morfeu, depois das baladas de Jurere e Daniela e o Th do meio chegou as 10h, com o Marcos, no MotoHome da gandaia.
Catei o produto bruto, após rango, da Frida e da Amora e logo após, com o velhinho, fomos  varrer a calçada e catar as folhas secas do pré-outono.
Perguntei ao Th do meio se ele iria almoçar em casa e ele me disse que ia ver.
Bem, após o serviço de jardinagem, tomei uma banhão (como diz o brother Tavares) e parti para o fogão para realizar o rangão: macarrão com alho, orégano e azeite e uma alcatra picada ao molho brother.
De repente aparece o Th do meio falando que iria a uma feijoada na casa de uma amiga. Eu falei para ele: ué meu brother pensei que fostes rangar em casa, ele respondeu : sabe como é, final de semana é uma caixinha de surpresas. 
Neste momento fiz uma viagem no tempo para internalizar a tal “caixinha de surpresas” e pensei: como é gostoso ser jovem e ter esta pseudo liberdade. Lembrei de quando eu tinha a idade do Th do meio e de como ele se parece comigo, esta coisa do compromisso descompromissado e da responsabilidade irresponsável baseada no princípio bíblico do “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.
Um dia estava assistindo a uma palestra do grande Vander, que faz parte do maravilhoso grupo Sociedade Espírita Irmã Rosália, uma galera que eu tenho uma grande admiração e respeito. 
Na palestra o Vander abordava esta questão da preocupação dos pais para com os filhos e que temos por hábito pensar que coisas ruins vão acontecer com a meninada quando estão distantes, quando na real nossa postura deveria ser diferente, ou seja, como nossos filhos “não são nossos filhos e sim filhos da ânsia da vida”, devemos ter fé , acreditar na proteção divina, no nosso exemplo enquanto “pais’ e pedir que Deus os proteja, os abençoe e ajude-os a assimilar o contexto mais amplo do “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”
É isso, os meninos cresceram, cada um irá em busca de sua história e de seu destino, o que me cabe é a cada dia pedir ao pai: “Vai meu grande e amoroso brother, proteja e abençoe minhas crias”
http://www.youtube.com/watch?v=IG1ZU56tsdo

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A wagyu virgem e a capa da Playboy


Em novembro pensei no Face :
A nova versão da profissão mais antiga do mundo, no mundo contemporâneo :
"leiloar a virgindade".
Ou quem sabe um novo sinônimo para vulgaridade....
Em referência a moça de Santa Catarina que queria faturar um troco vendendo uma certa , vamos dizer : “ingenuidade”.
Ontem, no jornal da telinha, rolou uma matéria referente ao gado wagyu criado na cidade de Matsuzaka no Japão.
Segundo a reportagem, o gado é criado em cativeiro , cercado por “mordomias” e  com direito a massagens, carícias, mimos e tudo aquilo que contribua para que a vaquinha fique tranquila e feliz.
O quilo da carne “manjar dos Deuses” custa a bagatela de R$2.000,00 e seu sabor seria algo orgásmico...
Além do contexto que permeia a criação da vaquinha, há uma exigência para que o criador obtenha o certificado de qualidade da preciosa carne: a virgindade. Segundo o criador nipônico se a vaca ficar grávida a carne muda de sabor e a maciez fica comprometida.
Talvez a revolução hormonal advinda da gravidez comprometa o equilíbrio entre gordura, fibra, sabor e maciez.
Fiquei pensando em algo que não foi abordado na reportagem :
- como é o processo para “abater” a vaca virgem sem comprometer o seu equilíbrio psico-hormonal e não alterar o sabor do bifinho. Será que ela morre dormindo...
Hoje, também no jornal da telinha, rolou uma nova matéria referente a moça "virgem"de Santa Catarina, que é a capa da primeira Playboy de 2013 e que segundo declarações próprias continua virgem e sem saber se  o “ato”, firmado no leilão com um japinha, será consumado.
Bem , creio que a Playboy cobriu a oferta do japa e deve ter pago uma grana para estampar e perpetuar  a  “virgindade” cobiçada.
Interessante esta relação das "virgindades" e o que representa as mesmas para os japas, ou seja :
-um paga para "comer" viva (a moça) e o outro banca para comer morta (a vaca).
Hein!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O cupim, a reforma , nós e os pedreiros: não necessariamente nesta ordem.

Quando fizemos o escambo entre o apartamento e a casa, sabíamos que além dos pássaros, os cupins também seriam nossos “inquilinos”; mas considerando a relação custoxbenefíciox”liberdade”  estava e tá valendo.
Como os cupins estavam iguais a galera na época do Roriz no DF, ou seja: “vem que o lote é 0800”, resolvemos entrar com um “mandato judicial” e desapropriar os parentes dos muchém.
Os cômodos mais invadidos eram : nosso closet e suíte, o quarto do Th do meio e os móveis do “living”.
Para o closet, a suite e o quarto do Th, decidimos “criar” um opção by alvenaria e foi exatamente após esta decisão que começaram as “emoções”.
A maioria de vocês já vivenciaram algumas reformas e sabem que relacionamento com pedreiros é algo no mínimo, vamos dizer, sado-masoquista. Sabemos que vamos “sofrer”, mas literalmente pagamos para ver.
O profissional pedreiro é um “ser” bastante intrigante e suas “características” são as mesmas em todo território tupiniquim. Os caras pegam um papelzinho ( aqui é o primeiro erro, nada como um bom contrato) rabisca uns materiais que serão necessários, mandam um orçamento e plagiando o brother Almir, by pretinho básico, nos acalmam: pode ficar tranquilo meu querido, em uma semana está tudo pronto.
Começam as benditas obras e o que acontece ?
- todo dia aparece uma “coisinha” nova a fazer, é aquela coisa de vender dificuldade para comprar facilidade e vice-versa
- todo dia se faz necessário comprar alguma areia, argamassa, brita, cimento etc
- todo final de semana se faz necessário um vale, que por experiência própria jamais o somatório destes deve ultrapassar a 60% do valor total, ou seja , os 40% restantes  só no final do trabalho.
Não sei o motivo, mas em toda  obra que fazemos, no tocante ao relacionamento com os pedreiros,  lembro daquele advogado turco do Billy Hayes no magnífico “Midinight Express”.
É isso aí galera, no face só vejo os brothers em Londres, Miami, Canadá, nas festinhas, na praia e por aí vai, ainda bem que na bela Floripa tá um mix de dias nublados e quentes, noites frias e toda aquela coisa climática da Atlântico sul.
Para nós não terá jeito, em janeiro vamos curtir o verão com os pedreiros e Amora nas correntes para não morder a galera do cimento.
Have a nice vacation...............