domingo, 31 de março de 2013

A cerveja




Este post deveria ter como título “A criatividade”, mas pensando em uma estratégia de marketing resolvi fazer uma “chamada” mais “instigante”.
Em outros momentos já havia comentado o quanto acho genial umas sacadas da galera da propaganda, da criação do comercial, ou reclame para os mais velhinhos.

O primeiro sutiã do grande Olivetto em 1987.

O belo e emocionante comercial do Boticário no dia das mães em 2008 http://www.youtube.com/watch?v=CT4pqnbjIt8

Nesta semana, o comercial que chamou minha atenção foi o da cerveja Bohemia. Independente da concorrência monopolizada das cervejas, o comercial tem uma grande sacada, principalmente no tocante ao “choque de ideias” de uma gestão jovem e “inovadora” com  a gestão velha e “tradicional”; da galera que é “macaco velho” no negócio.

O reclame consegue, de maneira subliminar e brilhante, demonstrar a diferença dos produtos, que são concorrentes, com relação a qualidade dos mesmos, comparando os apelos propostos para apresentação dos respectivos produtos, ao público alvo.

O final do comercial é sensacional e me fez lembrar uma galera do mundo de Telecom.
A direção, de algumas operadoras, poderia aprender alguma coisa com relação a “qualidade do serviço”, ouvindo alguns dinossauros......
Fui........

quinta-feira, 7 de março de 2013

Hipátia, simplesmente mulher.


No mundo contemporâneo, além da revolução “Sociedade em Rede”, a revolução “feminina” foi tão, ou melhor, mais impactante no tocante a, vamos dizer : relacionamentos, direitos e deveres.
Creio que em toda a história, nenhuma  “espécie” obteve tantas "conquistas", como ocorreu com o mundo feminino nos últimos 10 anos, e isto foi muito bom em todos os aspectos.
Há alguns dias comecei a ler o “Evangelho segundo Jesus Cristo” do grande Saramago. Já nos primeiros capítulos o que me chamou atenção especial  foi a descrição do papel da mulher, na sociedade da época , na  maneira magistral de como Saramago descreve Maria, sua relação com José e o quanto as mulheres ficavam em “segundo plano”, até a mãe de Jesus.
No domingo passado assistimos o Filme Alexandria, o filme retrata a época de 400DC, a disputa pelo poder entre judeus e cristãos e no meio do caminho uma mulher brilhante chamada Hipátia cujo grande pecado foi ter uma personalidade forte e ser filósofa.
O dia internacional da mulher teve como “inspiração” um fato trágico, ou seja:
“História do 8 de março
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).”
Pensando na condição feminina e que, infelizmente, até nos dias de hoje ainda há aliciamento, agressões, tráfico e uma discriminação velada  com a mulherada; dedico este post às “Hipátias” AC e DC, as Hipátias da fábrica de tecido, as “Hipátias” que seguram as pontas de seus lares, maridos e filhos e as Hipátias que disseram NÃO mesmo quando o mundo dito masculino queria um sim inconsequente, obediente e escravo.
Repetindo o grande Gilberto Gil : “ Quem sabe o super homem venha nos restituir a glória, mudando como um Deus o curso da história, por causa da mulher”.
Um beijão para a mulherada.......

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nossos filhos



A velhinha tentou sentar em uma cadeira de rodinhas e aos 87 anos não podia dar outra, caiu com a bunda no chão. Depois de algumas idas e voltas está passando uma temporada aqui em casa.
Hoje a Lu está em um evento, o Th mais velho foi para Ratones, o Th mais novo ainda está embalado nos braços de Morfeu, depois das baladas de Jurere e Daniela e o Th do meio chegou as 10h, com o Marcos, no MotoHome da gandaia.
Catei o produto bruto, após rango, da Frida e da Amora e logo após, com o velhinho, fomos  varrer a calçada e catar as folhas secas do pré-outono.
Perguntei ao Th do meio se ele iria almoçar em casa e ele me disse que ia ver.
Bem, após o serviço de jardinagem, tomei uma banhão (como diz o brother Tavares) e parti para o fogão para realizar o rangão: macarrão com alho, orégano e azeite e uma alcatra picada ao molho brother.
De repente aparece o Th do meio falando que iria a uma feijoada na casa de uma amiga. Eu falei para ele: ué meu brother pensei que fostes rangar em casa, ele respondeu : sabe como é, final de semana é uma caixinha de surpresas. 
Neste momento fiz uma viagem no tempo para internalizar a tal “caixinha de surpresas” e pensei: como é gostoso ser jovem e ter esta pseudo liberdade. Lembrei de quando eu tinha a idade do Th do meio e de como ele se parece comigo, esta coisa do compromisso descompromissado e da responsabilidade irresponsável baseada no princípio bíblico do “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.
Um dia estava assistindo a uma palestra do grande Vander, que faz parte do maravilhoso grupo Sociedade Espírita Irmã Rosália, uma galera que eu tenho uma grande admiração e respeito. 
Na palestra o Vander abordava esta questão da preocupação dos pais para com os filhos e que temos por hábito pensar que coisas ruins vão acontecer com a meninada quando estão distantes, quando na real nossa postura deveria ser diferente, ou seja, como nossos filhos “não são nossos filhos e sim filhos da ânsia da vida”, devemos ter fé , acreditar na proteção divina, no nosso exemplo enquanto “pais’ e pedir que Deus os proteja, os abençoe e ajude-os a assimilar o contexto mais amplo do “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”
É isso, os meninos cresceram, cada um irá em busca de sua história e de seu destino, o que me cabe é a cada dia pedir ao pai: “Vai meu grande e amoroso brother, proteja e abençoe minhas crias”
http://www.youtube.com/watch?v=IG1ZU56tsdo

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A wagyu virgem e a capa da Playboy


Em novembro pensei no Face :
A nova versão da profissão mais antiga do mundo, no mundo contemporâneo :
"leiloar a virgindade".
Ou quem sabe um novo sinônimo para vulgaridade....
Em referência a moça de Santa Catarina que queria faturar um troco vendendo uma certa , vamos dizer : “ingenuidade”.
Ontem, no jornal da telinha, rolou uma matéria referente ao gado wagyu criado na cidade de Matsuzaka no Japão.
Segundo a reportagem, o gado é criado em cativeiro , cercado por “mordomias” e  com direito a massagens, carícias, mimos e tudo aquilo que contribua para que a vaquinha fique tranquila e feliz.
O quilo da carne “manjar dos Deuses” custa a bagatela de R$2.000,00 e seu sabor seria algo orgásmico...
Além do contexto que permeia a criação da vaquinha, há uma exigência para que o criador obtenha o certificado de qualidade da preciosa carne: a virgindade. Segundo o criador nipônico se a vaca ficar grávida a carne muda de sabor e a maciez fica comprometida.
Talvez a revolução hormonal advinda da gravidez comprometa o equilíbrio entre gordura, fibra, sabor e maciez.
Fiquei pensando em algo que não foi abordado na reportagem :
- como é o processo para “abater” a vaca virgem sem comprometer o seu equilíbrio psico-hormonal e não alterar o sabor do bifinho. Será que ela morre dormindo...
Hoje, também no jornal da telinha, rolou uma nova matéria referente a moça "virgem"de Santa Catarina, que é a capa da primeira Playboy de 2013 e que segundo declarações próprias continua virgem e sem saber se  o “ato”, firmado no leilão com um japinha, será consumado.
Bem , creio que a Playboy cobriu a oferta do japa e deve ter pago uma grana para estampar e perpetuar  a  “virgindade” cobiçada.
Interessante esta relação das "virgindades" e o que representa as mesmas para os japas, ou seja :
-um paga para "comer" viva (a moça) e o outro banca para comer morta (a vaca).
Hein!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O cupim, a reforma , nós e os pedreiros: não necessariamente nesta ordem.

Quando fizemos o escambo entre o apartamento e a casa, sabíamos que além dos pássaros, os cupins também seriam nossos “inquilinos”; mas considerando a relação custoxbenefíciox”liberdade”  estava e tá valendo.
Como os cupins estavam iguais a galera na época do Roriz no DF, ou seja: “vem que o lote é 0800”, resolvemos entrar com um “mandato judicial” e desapropriar os parentes dos muchém.
Os cômodos mais invadidos eram : nosso closet e suíte, o quarto do Th do meio e os móveis do “living”.
Para o closet, a suite e o quarto do Th, decidimos “criar” um opção by alvenaria e foi exatamente após esta decisão que começaram as “emoções”.
A maioria de vocês já vivenciaram algumas reformas e sabem que relacionamento com pedreiros é algo no mínimo, vamos dizer, sado-masoquista. Sabemos que vamos “sofrer”, mas literalmente pagamos para ver.
O profissional pedreiro é um “ser” bastante intrigante e suas “características” são as mesmas em todo território tupiniquim. Os caras pegam um papelzinho ( aqui é o primeiro erro, nada como um bom contrato) rabisca uns materiais que serão necessários, mandam um orçamento e plagiando o brother Almir, by pretinho básico, nos acalmam: pode ficar tranquilo meu querido, em uma semana está tudo pronto.
Começam as benditas obras e o que acontece ?
- todo dia aparece uma “coisinha” nova a fazer, é aquela coisa de vender dificuldade para comprar facilidade e vice-versa
- todo dia se faz necessário comprar alguma areia, argamassa, brita, cimento etc
- todo final de semana se faz necessário um vale, que por experiência própria jamais o somatório destes deve ultrapassar a 60% do valor total, ou seja , os 40% restantes  só no final do trabalho.
Não sei o motivo, mas em toda  obra que fazemos, no tocante ao relacionamento com os pedreiros,  lembro daquele advogado turco do Billy Hayes no magnífico “Midinight Express”.
É isso aí galera, no face só vejo os brothers em Londres, Miami, Canadá, nas festinhas, na praia e por aí vai, ainda bem que na bela Floripa tá um mix de dias nublados e quentes, noites frias e toda aquela coisa climática da Atlântico sul.
Para nós não terá jeito, em janeiro vamos curtir o verão com os pedreiros e Amora nas correntes para não morder a galera do cimento.
Have a nice vacation...............

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Iguatemi Shopping Floripa - na contramão da tecnologia


A Lu viajou para o Distrito Federal e uma das tarefas, a mim delegada, consistia em ir ao Shopping Iguatemi para trocar as notas fiscais pelos benditos “freemont” cupons.
No dia 23, à noite, havia estado no shooping para comprar o presente da Lu e conversando com a menina da loja ela me disse:
- venha trocar os cupons pela manhã, é bem mais vazio
No dia 24, acordei às 08:30hs. Fui  entregar o barril de chopp, vazio, ao pessoal da schornstein, voltei ao lar, peguei a bike e parti rumo ao Iguatemi para cumprir aquela coisa do “inconsciente coletivo”; afinal papai Noel existe..........
Entrei no shopping e fui em direção ao andar da "troca" para pegar nossa “habilitação” ao prêmio do ano. Lá chegando não acreditei, havia uma fila “duca”, composta pela galera que deve ter ouvido a mesma dica da “menina da loja”.
Bem, já que estou aqui, vamos encarar a parada. A peregrinação começou assim:
- enfrentei 55 minutos de fila para pegar uma senha.
- ao pegar a senha cadastrei meu celular e logo em seguida recebi uma ligação informando que meu processo de “candidato a ganhar o “carro do ano” havia iniciado e que faltando 20 minutos para minha vez, uma ligação me avisaria. Havia também uma previsão de atendimento, 01:20h.
Comecei a passear pelo Iguatemi, entrando em uma loja aqui outra ali, tomei um cafezinho e  de repente fui “convidado”, por uma lotérica, a candidatar-me a ganhar o troco de 200 milhões de reais. Não  tenho por hábito jogar em loterias e coisas do gênero, mas já que estava ali, pensei:
- quem sabe, posso dar um azar e ganhar toda essa grana.
Apostei 14 reais e retornei ao passeio.
Havia passado 01 hora e fui em direção ao balcão de trocas.
Meu celular tocou e eu ouvi:
- seu atendimento está próximo, favor ficar próximo ao balcão de trocas.
Após 01:15, além dos 55 minutos de fila, fui atendido. A menina pediu meu CPF, meu cadastro já estava preenchido e atualizado, peguei meus cupons, assinei e depositei os mesmos no “baú da esperança”.
Pedalando de volta ao lar fiquei pensando:
- atualmente a tecnologia nos oferece: compras pela Internet, compras em supermercado, via celular, passeando em gôndolas virtuais, home baking, e-learning, check in em voos, em lojas, restaurantes, bares etc, e-meeting e toda uma gama de serviços disponibilizados em celulares, tablets etc.
Então por qual motivo este processo de “premiação” no Iguatemi é tão, vamos dizer, analógico??? 
Quem sabe é aquele artifício basedo nos shows de artistas no Brasil, os quais somos obrigados a esperar 02 horas, além da hora prevsita de início, para consumir aquela cerveja de qualidade "duvidosa".
A tática do shopping deve contemplar este tempo de "espera" proposital visando um consumo "extra".
Referência bibliográfica para o pessoal que faz a gestão no Iguatemi: Internet, 802.11b,g,n,a.c, 3G, LTE, JAVA, Banco de dados,........
Para você boas compras !

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sempre a seu lado


O natal está chegando e como em todos os anos a galera tem por hábito “vivenciar” a tal confraternização, embalada pelo espírito da fraternidade. Sinceramente não entendo o motivo pelo qual a dita “confraternização” só ocorre nos “dezembros” .
Somando o término do ano letivo com a tão sonhada conclusão do curso, fizemos, eu e os pupilos “redes” do SENAI,  um churrasco “líquido” e não se trata de metáfora pois; para os meninos o “sólido” é apenas , vamos dizer, um detalhe.
Foi muito bom o “experienciar” a sala de aula, com os pupilos redes 2010 e Telecom 2010, aprendi muito com eles e espero ter contribuído um pouquinho para enriquecer  os momentos que compartilhamos o “conhecer”.
Após voltar do churras eu e o Th mais novo estávamos no rango e fomos acalmar a “lumbriga” no Shopping. Na saída do shopping encontrei meu grande brother Milton e Regina, no nosso papo rápido ele mencionou:
- Brother  não escreveste nada sobre o fim do mundo.
De fato pensei em escrever algo, mas não passaria do ratificar a “necessidade” humana de estar embalada por lendas e mitos e aquele medo de tudo que pouco, ou quase nada, conhecemos.
Bem , outro dia revi na telinha o filme “Sempre a teu lado” e me veio esta coisa de final de mundo, solidariedade, confraternização etc. No final da película, eu chorando para variar, fui para meu divã existencial e pensei:
- quem sabe o viver se resuma na busca perene para alcançar o mérito de ter alguém te esperando na “estação” e ter a certeza que este alguém, de forma incondicional, sempre estará a seu lado.